Muito antes do “rabitt” dar as caras em Sex and The City e fazer sucesso com a mulherada, estimulando simultaneamentye clitóris e ponto G, nos anos’70 um americano, Dave Lampert, revolucionou os acessórios eróticos criando o Sybian. Se você ainda não ouviu falar, precisa ler este post da nossa querida Violet.
Hoje, no dia em que este post vai ao ar, eu deveria estar fazendo finalmente a vaginoplastia, a uns 400 km de onde moro. Infelizmente alguns imprevistos aconteceram e somente no inÃcio de maio acontecerá enfim.
Meu post poderia ser sobre isso: uma mulher transsexual que chega ao cume de sua viagem, depois de anos de caminho difÃcil e perambulante. Quem sabe um dia, mas… Não nesse dia. Hoje, (pelos/as leitores/as) desejo falar algo sobre um acessório de masturbação feminina: o Sybian. Tenho esperança que este artigo me leve a dois bons presságios:
- ter um excelente conhecimento e um subsequente aproveitamento dos genitais apetecidos (tão desejados), conquistados depois de anos de ásperas batalhas,
- que num futuro não muito distante precisarei de dinheiro para comprar o Sybian e passar juntos muitos momentos lindos. 😉
O que é o Sybian?

O Sybian é um aparelho de autoestÃmulo erótico feminino projetado pelo americano Dave Lampert no final dos anos ’70. No entanto,  o primeiro protótipo só foi construido na metade dos anos ’80.
O sufixo “syb” que fornece o nome ao aparelho: tem sua origem em Sybaris, cidade do sul da Itália ilustre na época da dominação grega, pela luxúria e pela lascividade que a distinguiam.
Seu preço pode oscilar entre os 2000 euros (R$4800 ) na Itália e 1300 dólares (R$2300) nos Estados Unidos. O Sybian tem 13,25 polegadas (uns 34 centÃmetros) de comprimento,  12,5 polegadas (uns 32 centÃmetros) de largura e pesa 22 libras (uns 10 quilos).
Como funciona?
O Sybian pode mover-se em diferentes velocidades, tem um plug que move em cÃrculos no interior da vagina, e que age de modo direto no ponto G, enquanto pequenas protuberâncias aos pés do plug vibram, estimulando o clitóris.
Ainda não tive a oportunidade de aproveitar pessoalmente (talvez fique melhor: um desejo que não executamos imediatamente, mas bem adiado por motivos de força maior, muitas vezes satisfaz com maior intensidade e melhor qualidade), mas através da grande quantidade de vÃdeos que assisti, tentei imaginar as sensações de uma mulher usando-o.
Além disso, como gosto de levar as contradições o mais longe possÃvel, enquanto lésbica procurei imaginar aquelas sensações, fazendo comparações com uma relação heterossexual entre dois corpos de carne.
O Sybian na prática!

Apesar de alguns exageros caracterÃsticos da filmografia pornô (em muitos vÃdeos o orgasmo fica induzido pela fricção na vagina pela própria mulher,  e o Sybian parece apenas uma “superfÃcie passiva pontuda” para esfregar-se que poderia ser considerado um toco ou uma vassoura), acho que o senhor Lambert focou perfeitamente o centro do orgasmo feminino, seja na estimulação relativa ao clitóris, seja na penetração vaginal (uma pena não ficar ideal para penetração anal…), seja na sincronização dos movimentos da primeira ação e da outra.
As diferentes velocidades através das quais pode empregar-se o Sybian são o apogeu de um mecanismo tão harmonioso que aparece quase perfeito. Mecanismo que fica impossÃvel reproduzir de forma prática no sexo com um homem, seu pênis não pode ter a mesma flexibilidade nos movimentos penetrantes, e do mesmo modo os testÃculos e a pele ao redor do pênis não podem estimular a clitóris e os lábios da vagina numa maneira na mesma medida minuciosa e meticulosa.
Nota da B:
Eu não conhecia o Sybian, pelo menos não pelo nome, quando li este texto da Violet fiz uma pesquisa e encontrei este vÃdeo (clique neste link para acessar, se estiver sozinho) e confesso que mesmo eu, fiquei bastante curiosa com este aparelho, que tem uma aparência até bem passiva, mas os resultados parecem ser bem interessantes…
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Violet vive na devota Itália e tem caracterÃsticas fisicas tipicamente etruscas. Oscila eternamente entre amor e vampirismo… mas entretanto escreve.
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