E finalizando, este texto é o terceiro de uma série de três posts sobre Códigos Sexuais. O tema foi colocado em debate aqui no blog e no twitter, recebemos inúmeras colaborações e o resultado, depois de muita pesquisa, ficou bem legal, mas gigantesco (por isso a necessidade de dividir em três pra não cansar). Espero que gostem e opinem ainda mais. Certamente isso vai dar o que falar.
Se chegou agora, não deixe de ler o post/pesquisa e as opiniões dos leitores Pesquisa: Códigos Sexuais ou Puro Preconceito? Assim como a primeira parte deste texto Códigos Sexuais: Mitos e Verdades | Parte 1 e a segunda também Códigos Sexuais: Mitos e Verdades | Parte 2
Códigos Sexuais e as Cores do Erotismo
E fechando com chave de ouro este tema, nada melhor que dar alguns exemplos bem práticos de como existem códigos bem especÃficos relacionado a práticas ou intenções safadinhas (neste caso ligado à s cores) reconhecidos, principalmente, pelo próprio grupo.
Hoje mesmo, lendo meus feeds vi na Pix a propaganda da Balada Mixta, edição “Desencalhation“, que acontece amanhã (25/03/2010) em Sampa na FunHouse e vai usar uma versão light dos outros códigos coloridos que verão a seguir. Nesta festa, tal qual as cores do semáforo, pulseira verde indica que está livre, pulseira amarela indica que nem tanto e a pulseira vermelha indica que está em outra. Sem dúvida um facilitador e tanto pra chegar junto.
Balada Mixta @ FunHouse
25 de março, quinta-feira
Rua Bela Cintra, 567
A partir das 23h
Há alguns meses, nossa colaboradora SugarBabe comentou sobre uma festa liberal na Erótika Fair que teria as cores como código facilitador de abordagem,  uma espécie de leitura antecipada da intenção sexual. O chamado Dress Code (roupas que representam intenções), neste caso, era totalmente voltado para as preferências sexuais de cada um.
- os masoquistas deveriam vestir preto;
- os bissexuais, azul;
- o laranja foi destinado aos voyeurs;
- o roxo aos gays;
- as lésbicas deveriam ir de rosa;
- os swingers de branco;
- verde sinaliza quem topa tudo;
- amarelo se quiser descobrir no local e vermelho se não estiver disponÃvel.
Fashionista que sou, fiquei lamentando a sorte das loiras voyeurs que devem ter ficado péssimas de laranja. E sentindo pena das lésbicas masculinizadas, de calça, camisa e colete cor-de-rosa. Eu, que adoro me vestir bem colorida, talvez causasse uma certa confusão. Mas, divago novamente.
SugarBabe em Sobre Dildos e Cores, no A Vida Secreta

Código dos Lenços (Hanky Code)
Na pesquisa inicial, foi comentado o Código do Lenços para fins sexuais (Hanky Code), citando inclusive um filme com Al Pacino, Parceiros da Noite (Cruising). Neste código, usado preferencialmente pelo público gay, lenços de diferentes cores usados no bolso traseiro da calça, fazem referência a papéis e preferências especÃficas, algumas inclusive voltadas ao BDSM. Li no blog Mundalternativo que a prática está voltando à moda em Nova York, o post diz até que já existe uma versão Geek para o código, onde um aplicativo especÃfico para iphone dá o recado. Será que chega por aqui? Segue abaixo um resumo do código, pra você não ficar por fora das cores e intenções.
- No bolso esquerdo – Ativo
- No bolso direito – Passivo
- Amarelo – Pissing (chuva dourada)
- Azul Claro – Sexo Oral
- Azul Escuro – Sexo Anal
- Vermelho – Fisting
- Preto ou cinza – Sadomasoquistas
Snap – O jogo das Pulseiras do Sexo
No caso das pulseiras coloridas (também conhecidas como Pulseiras do Sexo), aquelas de silicone, o assunto é bem preocupante, pois os envolvidos são crianças e adolescentes. Trata-se de uma moda que começou em escolas inglesas, foi difundido pelo mundo e chega a ser bem preocupante. Comparados por alguns como uma modalidade mais erotizada do “Pêra, uva, maçã ou salada mista” (jogo em que uma pessoa vendada era questionada a escolher entre dar um aperto de mão, abraço, um beijo no rosto ou um selinho na boca), no jogo conhecido como Snap, aquele que tem uma das pulseiras arrebentadas é desafiado a pagar a prenda que a cor representa. Sem dúvida uma brincadeira que pode terminar nada bem. Quem já passou da adolescência sabe o quanto fazer parte do grupo é algo importante, mas… Eis um grande motivo da necessidade de orientar as crianças cada dia mais cedo. As mais comuns seguem abaixo:
- Amarela – dar um abraço
- Laranja – dentadinhas de “amor”
- Roxa – beijo de lÃngua
- Cor-de-rosa – mostrar o seio
- Vermelha – fazer uma lap dance (dança erótica)
- Azul – fazer sexo oral praticado pela menina (boquete)
- Verdes – fazer sexo oral praticado pelo menino (também vi referências para esta cor como “chupões no pescoço”)
- Preta – fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira
- Dourada – fazer todos citados acima ou sexo oral simultâneo (69)
- Branca – escolha livre
Também encontrei referências a outras práticas sexuais mais ousadas
- Listrada– sexo na posição “frango assadoâ€
- Grená – Sexo anal sem lubrificante (???)
- Transparente – sexo com parentes consanguÃneos
- Marrom – Sexo escatológico (“brown showerâ€)
Bandeira Arco-Ãris – SÃmbolo do Orgulho Gay
Em nossa enquete, ninguém comentou dos acessórios nas cores do arco-Ãris, talvez porque atualmente, com a difusão das paradas gays em todo o mundo, e cada vez mais forte aqui no Brasil, este sÃmbolo gay já tenha sido incorporado em nossa cultura e para alguns passa completamente despercebido, já para outros… Lembro, inclusive, de um comentário da minha sobrinha de 15 anos que, apaixonada por pulseiras, ingenuamente apareceu na escola com um bracelete elástico de arco-Ãris e foi zoada pelos coleguinhas dizendo que não bastava o pé grande (ela calça 41) ela tinha resolvido assumir descaradamente o “sapatão”. Tadinha, como ela chorou… A adolescencia é uma fase muito cruel. Por outro lado tenho amigas lésbicas assumidas,  que usam a mesma pulseira como sÃmbolo explÃcito do orgulho gay. Num exemplo claro de afirmação e autoafirmação de sua orientação sexual para quem quiser ver e reconhecer. E ai de quem vier zombar… Tsc, tsc, tsc…