Códigos Sexuais: Mitos e Verdades | Parte 1

Este texto é o primeiro de uma série de três posts sobre Códigos Sexuais. O tema foi colocado em debate aqui no blog e no Twitter, recebemos inúmeras colaborações e o resultado, depois de muita pesquisa, ficou bem legal, mas gigantesco (por isso a necessidade de dividir em três pra não cansar). Espero que gostem e opinem ainda mais. Certamente isso vai dar o que falar.

Se chegou agora, não deixe de ler o post/pesquisa e as opiniões dos leitores Pesquisa: Códigos Sexuais ou Puro Preconceito? Assim como a segunda parte deste texto Códigos Sexuais: Mitos e Verdades | Parte 2, e Códigos Sexuais: Mitos e Verdades | Parte 3.

Ainda na Escola de Moda, tive uma matéria chamada Psicosociologia da Moda, tratava dos aspectos psicológicos e sociais, conscientes e inconscientes no vestir. Lembro que em uma das primeiras aulas, falando da origem das roupas, o buxixo foi em cima do assunto: “Porque o homem inventou a vestimenta?” E é claro que muitas teorias foram comentadas. A mais coerente foi a de (inicialmente) se proteger do frio, talvez, mas… Se a temperatura sempre alternou nas estações do ano, como explicar então o fato de que em algumas pinturas rupestres, havia a representação de bonequinhos adornados e outros despidos? Safadeza ou sinalizador social?

A grande verdade é que à medida que o ser humano se distanciava do seu elo perdido com o macaco e passava a desenvolver mais o intelecto, as roupas e, posteriormente os adereços, passaram a ser um importante sinalizador social, principalmente para impor as hierarquias sociais, militares ou religiosas.

Será o que vestimos (ou despimos) um sinalizador implícito dos nossos desejos? / Imagem: Self-Portrait, por ohmaverick0ne, no Flickr

Diga-me o que vestes (despes) e eu te direi quem és

E porque toquei neste assunto? Simples. Desde que o mundo é mundo o ser humano desenvolveu sim uma linguagem não verbal para facilitar a interação e/ou fundamentar os papéis em uma escala social. E isso, apesar de ser bastante discutível (como ficou claro nos comentários do texto que iniciou o debate sobre este assunto), também existe no sexo. Inconscientemente ou não.

Nosso corpo, o que vestimos e adornamos sobre ele tem um papel tão comunicador quanto o que dizemos ou como agimos. Já até comentei sobre isso no texto Se minha roupa falasse… – ou “Julgando um livro [erótico] pela capa” fazendo uma leitura generalizada e bem humorada do tema roupas e sexualidade.

Como bem lembrou um leitor, podemos até desconhecer tais códigos, principalmente por não fazer parte do nosso universo, por fazer sentido basicamente em sua “tribo” de origem (as tais pulseiras coloridas, entre adolescentes, são um bom exemplo disso, eu mesma boiei no assunto). No entanto, se em alguns casos códigos sexuais são puro preconceito (e eu acredito que muitos sejam), em outros eles podem ser, sim, sinalizadores de preferências sexuais que existem, persistem ou existiram, quem sabe perdidos em um tempo em que sinalizar de maneira sutil fosse algo necessário.

Ficou muito claro para mim, enquanto fazia esta pesquisa, que os leitores do blog (em sua maioria)  são bastante despreconceituosos. E fiquei muito feliz com isso. A paixão com que alguns defendiam seu ponto de vista, me deixou orgulhosa dos leitores. No entanto,  lamento informá-los que a existência preconceituosa daqueles que julgam o livro pela capa é bem maior do que imaginam. E alguns dos códigos sexuais citados, foram confirmados (aceitando como verdade ou não) até mesmo por alguns membros de grupos mencionados. Os códigos estão ai, podemos até não conhecer, mas existem sim, preconceituosos ou não.

Mas por hoje vou deixar vocês com gostinho de quero mais. No próximo post um pouco mais sobre o que é mito e o que é verdade nessa historinha de Códigos Sexuais, falando sobre podolatria, tatuagens, body modification e mitos eróticos. Só lendo…

Beijos!

B.

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