Vaidades Secretas – Cirurgias íntimas com finalidades estéticas

Uma leitora enviou o link um texto muito bom sobre cirurgias íntimas com finalidades estéticas que eu achei tão interessante que irei transcrever trechos da matéria abaixo:

Cirurgias íntimas com finalidade estética geram controvérsia entre os médicos

Tatiana Pronin – Editora do UOL Ciência e Saúde

Pouca gente se espanta ao saber que uma atriz famosa injeta toxina na testa a cada seis meses, ou que a vizinha turbinou os seios e deslocou a gordura da barriga para o bumbum. Mas quando se fala em preencher os lábios vaginais ou reconstituir o hímen para realizar uma nova lua-de-mel com o marido, nem todo mundo reage com naturalidade. Nem mesmo os médicos, que estão acostumados a lidar com todo tipo de queixa.

Cirurgiões plásticos, ginecologistas e especialistas em sexualidade consultados pelo UOL Ciência e Saúde concordam em um ponto: quando a mulher tem um problema funcional, como a perda da elasticidade da vagina que pode ocorrer após sucessivos partos naturais, o procedimento cirúrgico é realizado sem maiores questionamentos.

Já se a mulher procurar o cirurgião apenas por uma questão estética, provavelmente vai se deparar com opiniões diferentes. Alguns médicos acreditam que é legítimo querer reduzir os grandes ou pequenos lábios vaginais porque o volume gera desconforto durante a penetração ou a atividade física. Mas esculpir ou clarear a genitália só para ficar igual à última estrela da Playboy não faz sentido para muitos especialistas, ainda que a paciente insista que a mudança vai beneficiar sua vida sexual. (…)

Há basicamente três perfis de pacientes interessadas nesse tipo de procedimento. O primeiro é de mulheres jovens, com cerca de 18 anos, que têm vergonha do volume exibido ao colocar uma roupa mais justa. “Elas observam as modelos nas revistas, ou as colegas na piscina, e ficam constrangidas”, diz. As cirurgias mais comuns, nesse caso, são a labioplastia e a lipoaspiração no púbis, ou “monte de Vênus” (esta última é procurada inclusive por homens, já que o acúmulo de gordura nessa região pode deixar o pênis um pouco escondido). (…)

Outra parcela de pacientes, de acordo com Goodman, é composta por aquelas mulheres que passaram por um ou mais partos naturais e querem corrigir os músculos do períneo ou estreitar o canal vaginal.

E o terceiro grupo é de pacientes mais maduras que se queixam da flacidez dos lábios vaginais ou também da perda de elasticidade na vagina provocadas pelo tempo.

Para Goodman, é hipocrisia criticar a cirurgia íntima para fins estéticos numa época em que colocar silicone nos seios virou rotina nas clínicas. Mas é preciso ser cauteloso. “O médico deve gastar seu tempo com a paciente para entender o que está por trás da vontade de operar, antes de decidir se vai ou não realizar o procedimento”, pontua.

Para a psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), é preciso analisar a real motivação da paciente e optar pela cirurgia apenas quando há perda funcional.

“Algumas mulheres chegam a evitar o sexo por causa do alargamento provocado por partos naturais ou pelo tempo – o pênis não permanece dentro da vagina e a penetração às vezes provoca um barulho que as deixa constrangidas”, exemplifica. Mas submeter-se a uma cirurgia apenas para melhorar a aparência dos lábios vaginais, para ela, é um exagero. “A frustração, depois de um procedimento como esse, pode ser ainda maior”, acredita.

Fonte: Ciência e Saúde UOL

PS – Vale acessar o link para ter acesso ao post completo. Há, inclusive, outros links que levam ao detalhamento das cirurgias.

Nem sei o que dizer sobre o assunto. Acho a diversidade de formas e cores de xoxotas e paus algo tão lindo. Opinar sobre isso seria tão bobo quanto dizer que bonito é ser moreno ou ter pele branca, cabelos lisos ou cacheados. Determinadas características são traços da nossa identidade. Não sei se faria lipo em minha xoxota, por exemplo, mesmo ela sendo bem rechonchuda, acho bonitinho. Nem clarear, sou morena, afinal. Acho que, como os entrevistados, eu entendo a necessidade da cirurgia se isso traz um grande desconforto ou falta de sensibilidade, mas aí, deixa de ser estética, né?