Gastronomia Erótica – Chili

Feeding the pet

“Bondage: O “B” do BDSM. Bondage na verdade conforma as práticas de escravização. Popularmente usado para referir-se a atividades de imobilização com cordas, lenços, algemas de couro ou metal, tornozeleiras, “spread bars” (…). Todas as “cenas” de Bondage remetem ao tema básico: o cativeiro. (…). Bondage pode ser também visto como a transferência da responsabilidade para quem coordena a ação.”

Do site Desejo Secreto.

Diz o anúncio: trago de volta a pessoa amada, faço amarrações para o amor. Será um bondagista? Não, acho que não. Mas a simples lembrança dessa arte tão envolvente me faz sorrir.

Cena do filme Atame! de Almodovar

A restrição de movimentos é cercada de charme por todos os lados. Desde o momento em que os envolvidos aceitam o que seguirá em acordo mudo ou manifesto até a liberação da “vítima” (termo para designar o que chamo de pessoa de sorte), são tantos os ângulos a excitarem os sentidos que o fetiche do bondage me parece um dos mais interessantes no longo cardápio dos jogos de prazer. Escolher acessórios, posições, atender a questões estéticas, práticas ou maldosas, enfim, diversão.

Ops, olha a mocinha amarradinha com as mãos para trás. Coitadinha! Se ela perder o equilíbrio… Tsc, tsc, tsc, tsc, tsc…

Falando em cardápio, pensei em algumas situações envolvendo alimentos e imobilização. Porque a pessoa amarrada sempre me lembra algo frágil que precisa de cuidados, coitadinha, pouco pode fazer por si. Castrado dos movimentos o indivíduo realmente encontra dificuldades para alimentar-se. Vejamos:

1 – Tornozelos e punhos atados às costas, a clássica posição hogtie, ajoelhada a “vítima” tem pouco equilíbrio e alguma limitação de movimentos. Pode estar com sede, melhor servir-lhe um drinque. Ah, derramou, babou tudo, ficou lambuzada? Que peninha…

2 – E se depois disso o dono do pet chega com uma xícara fumegante bem perto do bichinho? Ai, que medo ele vai ter de queimar-se!

3 – A combinação sexo e fome me parece pedir por sabores picantes, que além de deliciosos são chamados de afrodisíacos. Será que o dono vai dar algo ao pet para aliviar o ardor depois daquele chili apimentado? Só se implorar muito? Nem assim? Hum.

4- As meninas devem lembrar das brincadeiras de chá de cozinha. E que tal se a “vítima” tiver que chafurdar numa tigela de chantilly, buscando com a boca frutinhas para oferecer ao dono?

5 – Humilhação leve? Amarradinho, indefeso como um bebê, quando o pet bem comportado pedir água pode recebê-la numa mamadeira de verdade, não combina?

A prática do bondage exige certos cuidados.

É, jogos de poder. São tantas as possibilidades. Só é bom não esquecer que sua “vítima” merece cuidados. Medo pode ser excitante, queimaduras severas dificilmente são. Se quiser realmente amarrar alguém informe-se antes sobre os cuidados necessários. Para uma restrição de movimentos mais branda, algumas regrinhas básicas devem bastar para fazer a felicidade geral da nação:

– imobilização só do tórax pra baixo, cabeça e pescoço devem ficar de fora para evitar riscos de asfixia;

– não dê comida ou bebida a alguém deitado ou de cabeça para baixo para evitar que a “vítima” engasgue ou sufoque;

– cuidado com a temperatura dos alimentos e bebidas;

– cada imobilização tem um prazo de validade, entre outros motivos porque depois de um certo tempo a restrição da circulação sanguínea pode ser danosa. Verifique sempre se a pele não está arroxeada, se a posição incômoda não vai causar câimbras e esteja preparado para uma solução de emergência, como cortar as cordas ou lenços.

Tomando esses cuidados, é só correr pro abraço. Ou esperar quietinho que o dono abrace você.

Nestes dois sites, boas definições de bondage:

Desejo Secreto – Dicionário

Bookrags

Aqui, preciosas dicas de segurança:

Desejo Secreto – Bondage Seguro

E chega de devaneios. Ao trabalho, panela na mão, é hora do chili.

Beijo,
Carol

Chili com carne e queijo

300g de feijão cozido
300g de carne moída
1 colher (sopa) de óleo
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
3 tomates sem pele e sem sementes (ou 250g de purê de tomate)
1 colher (sopa) de cominho em pó
1 colher (sopa) de chili em pó
1 colher (chá) de pimenta vermelha calabresa
1/4 de colher (café) de molho de pimenta forte
Sal a gosto
8 fatias de queijo cheddar (ou qualquer queijo ralado no ralo grosso)

Modo de fazer:

Esquente o óleo em uma panela e frite a carne moída sempre mexendo para que não fique pelotinho. Coloque a cebola e o alho e deixe fritar bem. Junte os tomates, o feijão e os outros temperos. Deixe cozinhar por aproximadamente 20 minutos. Prove e corrija o sal se necessário. Coloque em um refratário e cubra com o queijo. Leve ao forno até esquentar ou o queijo derreter. Sirva puro ou com tortillas, doritos ou pães.

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Carol é apaixonada por gastronomia, mas também escreve o blog Leftovers. Contato pelo e-mail carol.gastronomia@gmail.com

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Para conferir a outra participação da Carol aqui no site, basta clicar aqui.  Foram altas dicas sobre Gastronomia Erótica y otras cositas más.

PS – As imagens foram garimpadas na net, mas as de bondage, em especial, descaradamente surrupiei do blog Marcas de Nós. Sensacional para quem curte o tema.