Adoração Anal e Sexo Oral anal | B.eabá do Sexo

Sexo Oral Anal (Rimming)

Conhecido também como contato oral-anal ou anilingus, anus + lingus (lingere – para lamber). É uma espécie de sexo oral, no homem ou na mulher, onde o foco da atenção é o prazer anal (ou períneo) estimulado pela boca (beijos, lambidas, chupadas). É uma prática comum a todas as orientações sexuais e dependendo do contexto pode ser BDSM (quando envolve humilhação) ou não.

Adoração Anal (Ass Worship)

Prática BDSM de Dominação, FemDom ou MaleDom, onde o Dominante impõe ao outro, submisso(a), a adoração anal. Subjugando-o à prática como forma de humilhação (deitado no chão, de joelhos…). Sua definição é muito próxima do Sexo Oral Anal (Rimming), no entanto a adoração anal é um ato de humilhação que pode ser relacionado também ao Face Sitting (sentar na face) e/ou Smothering (sufocamento).

O Ministério da Saúde adverte: “Lamber cu pode ser prejudicial à saúde!”

Impossível não começar este texto lembrando aquelas belas propagandas de cigarro dos anos 80, que depois de mostrar o cara mais “fodão” (e de estilo de vida invejável) que pegava todas, vinha com umas letrinhas miúdas ao final, “O ministério da saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde!” Faço o contrário então, começo enumerando os contras, para só depois falar dos prazeres do Sexo Oral Anal (rimming) e da Adoração Anal (Ass Worship).

Eis um momento onde o SSC (código BDSM que define algo como São – Seguro – Consensual) é questionável e a adoção da prática se torna algo extremamente particular, por sua conta e risco. Se disser que é recomendável, que é uma prática saudável, estarei mentindo. Várias doenças (HIV, Hepatite, parasitas) podem ser contraídas através da prática, mas se ainda assim a pessoa quer correr o risco, é preciso alguns cuidados. Continue lendo.

Adoração Anal e Sexo Oral Anal | Questão de gosto

Depois dos recentes debates sobre Inversão de Papéis aqui no AVS que renderam até um editorial, quero deixar claro que não tenho nenhuma intenção, além da informação, de fazer apologia à “lambeção” de cu, por favor…  Se depois deste texto alguém resolver  sair por aí  convencido a lamber um cu (acho mais fácil acontecer o contrário), não venha culpar a Tia B, ok?!

(Aliás, tenho que admitir, lamber cu não é comigo, não mesmo. No entanto tê-lo lambido… Hummmmm.)

Para alguns (eu, eu, eu!) a estimulação oral-anal é algo que excita muito mais pela transgressão do que pelo ato em si. É claro que a região anal tem terminações nervosas na entradinha (saidinha?) e tal, mas acredito mais num prazer psicológico mesmo. Um ato muito mais ligado ao sadismo de submeter alguém àquilo, do que por um prazer físico.

Euzinha, por exemplo, o que me agrada não é o rimming, puro e simples, o meu prazer está no Ass Worship, por motivos óbvios, impor algo  que (muitas vezes, mas nem sempre) o outro odeia amar. Apenas mais uma prática de Dominação sádica aos masoquistas submissos de plantão.

No entanto o rimming é uma prática muito usual no sexo comum, no sentido de não-BDSM,  ainda que pouca gente admita. (Já imaginou ser apresentado a alguém e ouvir:  “…er, muito prazer! Sabe, é que eu adoro lamber um cu…”) E isso,  independente de orientação sexual, como disse antes. Questão de gosto, e consenso, que por acaso não é o meu.

Em uma cena do filme Anatomia do Inferno (Anatomie de l’enfer) de Catherine Breillat (preciso voltar a falar desse filme por aqui) o ex-ator pornô Rocco Siffredi passa um baton em volta do cu da mocinha e logo depois em sua boca. No caso do filme uma dublê de corpo faz a atriz Amira Casar, com o cu bem cabeludo por sinal, estética tipicamente européia (alguém usa o cu cabeludo em terras brazucas?). Como se naquele momento, o cu fosse uma boca oferecida ao beijo. O filme é de difícil compreensão, mas esta cena é bonita.

Aliás, sobre esta analogia entre cus e bocas. Uma das capas de disco nacionais mais comentadas, Todos Os Olhos de Tom Zé, durante anos o que pensavam ser a transgressão de um cu estampando o álbum, foi recentemente revelado que tratava-se de uma boca que fez-se passar por cu.

Como diminuir os riscos do sexo oral anal?

Os mais radicais diriam apenas “não faça!”, no entanto, quem é fã de uma prática sexual muitas vezes prefere correr riscos à não fazer. Então, ainda dentro de um radicalismo, alguns indicam a cobertura da área com alguma forma de contenção.

Já ouvi falar de tudo um pouco, camisinhas abertas, luvas de látex abertas, plástico de embrulhar frutas… Particularmente, acho que pra fazer dessa forma é melhor nem fazer, ninguém morre se não lamber um cu. Definitivamente, isso sim seria chupar bala com o papel, mas… Passo então para a segunda dica, na verdade um conjunto delas, que apesar de não serem 100% eficazes são sensatas:

  • Manter-se vacinado (e o parceiro também) contra as Hepatites A e B (infelizmente a Hepatite C e a auto-imune não tem vacina).
  • Manter a região anal e adjacências depilada por questões higiênicas.
  • Antes do sexo, fazer um enema (lavagem intestinal através do reto) além de limpar cuidadosamente o orifício anal é primordial.
  • Evitar a prática se Adorado ou adorador tiver alguma ferida (anus ou boca), como herpes, por exemplo.
  • Fazer checkups periódicos (a cada seis meses) para a prevenção de DSTs.

E se depois de todas as informações você ainda desejar um cu para adorar, encontre seu objeto de desejo, minimize os riscos e viva! Viver tem seus riscos. E o prazer também tem. É prec iso estar disposto a pagá-los…

Deixo a área dos comentários à disposição dos adeptos/opositores da prática dar a sua opinião também.