Especial Dogging | De exibicionistas para voyeuristas

Se você acaba de chegar no A Vida Secreta, não deixe de ler a segunda parte deste tema no post Especial Dogging | Cuidados, Códigos e Outros e também Especial Dogging | B.eabá de Posições Sexuais dentro do carro

Quem pensa que estou por dentro de todas as práticas putanhísticas possíveis, engana-se. Em nossa primeira tentativa de gravar o primeiro PodSecret sobre Swing com o Casal UDI, eles comentaram de uma prática sexual, o Dogging, que eu até então desconhecia. E quando eu digo que a internet é o parque de diversões dos pervertidos… Assim que desconectei da gravação, corri para o Google na intenção de saber do que se tratava.

(E estou bem desinformada, viu?! As matérias que encontrei na pesquisa datam à partir de 2005. Já pensou?)

E num achismo pessoal (baseado no que li) eu diria que o Dogging é uma prática sexual exibicionista para voyeuristas, combinados ou ocasionais, onde o casal combina um lugar público (estacionamentos, parques, ruas desertas) e os interessados em dar uma espiadinha aparecem por lá e participam ou não, dependendo do casal exibicionista em questão.

Desde o comentário do Casal UDI estou com o assunto na cabeça, mas… Infelizmente ando numa fase não-exibicionista e não seria tão ousada quanto a repórter do texto que segue abaixo, que foi saber o que significava Dogging ao vivo e à cores! Optei então por uma pesquisa na internet mesmo, portanto, a dica para uma melhor compreensão deste post é: siga os links!

Dogging – De exibicionistas para voyeuristas

“Espremo meu corpo contra o veículo. Reconheço o calor da mão de meu parceiro. Gemidos se misturam, de dentro e de fora do Jaguar. Do meu lado, homens se acariciam. Outros, agitados, fumam um cigarro atrás do outro. Respiração ofegante.Um beijo úmido no meu ombro, na minha nuca. Com os olhos semicerrados, espreito o interior do Jaguar.

A mulher está entre o vão dos bancos dianteiros, com a bunda voltada para o banco de trás, onde está seu companheiro. A porta do outro lado está aberta. Um sujeito entra no carro. Enquanto o de trás a penetra, o outro apalpa seus seios, espreme-os, beija-os e, em seguida, coloca seu sexo na sua boca – o que ela aceita.

A mão de meu parceiro adentra minha calcinha. Enquanto me toca, ele sussurra ao meu ouvido: “Te amo”. Espio mais uma vez a cena no Jaguar. Por um segundo, meus olhos se encontram com os da mulher, que geme.

Bruscamente, sou puxada pelo meu parceiro de volta ao nosso carro. Trancamos as portas. “Tire a meia e a calcinha”, ele me ordena. Obedeço. Ele se inclina sobre mim e beija suavemente meus seios. “Agora, abra as pernas”.

Não acendemos as luzes internas de nosso carro. Mesmo assim, de vez em quando abro os olhos e vejo um ou outro vulto lá fora, espreitando-nos a uma certa distância, respeitosamente.”

Trecho de Dogging, matéria de Tata Dias publicada na Revista Playboy e disponibilizada no site Prazer em Dobro

Onde surgiu o Dogging

“Dogging é sinônimo de passeio com o cachorro e também uma desculpa irônica para sair em busca de aventura.”

Trecho de Sexo com Platéia, matéria de Cláudia Pinho publicada na Revista Isto é

Como eu disse antes, acho que de alguma maneira quase (quase, viu?!) todo mundo já fantasiou, presenciou ou foi protagonista de um Dogging. A prática, com este nome e certas regras, é original da Europa, mas acho que quase todo mundo já teve alguma experiência mais ou menos parecida, só desconhecia o nome.

Em terras brazucas o Dogging é normalmente combinado pela internet por simpatizantes ou adeptos de swings através de sites de relacionamento. Em uma rápida busca no orkut pelo termo é possível ter acesso a inúmeras comunidades nacionais e regionais que contam com uma boa quantidade de adeptos.

Pessoas exibicionistas e amantes do inusitado encontram no Dogging a excitação perfeita e nos doggers uma audiência interessada e interativa. Quem vai a um desses encontros sabe o que pode esperar, apesar de não não ter nenhuma certeza, exatamente, do que pode acontecer ou encontrar. E aí está a graça do jogo…

O que são Doggers?

À medida que eu pesquisava ficava mais fascinada por este participante ora passivo, ora ativo. O Dogger é um voyeur antes de tudo, mas também um submisso diferente ao mesmo tempo servil e perspicaz. Ele é paciente, observador, capaz de perceber (faro?) de longe aquele que quer ser observado. O mais interessante, é que uma vez dentro do território do exibicionista a regra é ser uma espécie de brinquedo daquele que “convida”. E o dogger que antes não passava de um observador, pode passar a um participante ativo, se este for o desejo do anfitrião.

“Um dogger legítimo é aquele cara que freqüenta quase todos os dias os dogging sites na calada da noite. Inofensivo, submisso e dono de um faro invejável, ele é capaz de ficar horas e horas sentado no banco de seu possante, no breu, à espera de ação. Quando um casal aparece, ele o trata com o maior respeito.

Caso sua caça se embrenhe pelo mato, ele a persegue sorrateiramente, no melhor estilo dogger, sem perder um só movimento. No escurinho, a caça vira o caçador, exigindo o que quiser do dogger. Para ele, qualquer pedido é uma ordem. Muitas vezes, no entanto, o dogger volta para casa de cabeça baixa, com o rabo entre as pernas. Nada que o iniba.

Na noite seguinte, lá está ele, de rabo empinado, farejando os dogging sites à espera de sua ração diária.”

Trecho de Dogging, matéria de Tata Dias publicada na Revista Playboy e disponibilizada no site Prazer em Dobro