Deixei de ser virgem, e agora?! | Dicas para uma vida sexual (quase) perfeita

Recebo muitas mensagens em PVT relacionadas à virgindade.  Seja da própria pessoa, homem ou mulher, ou do seu parceiro. Não é à toa que a tag sobre virgindade seja uma das mais usadas por aqui. As dúvidas são as mais variadas, do pedido de dicas para como deixar de ser virgem ao desespero daqueles que deixaram de ser virgens e ainda não viram o sexo como “esta coisa toda”.

Sobre o assunto “deixar de ser virgem“, já fiz alguns posts sobre:

:: Qual a hora certa de deixar de ser virgem

:: Quero deixar de ser virgem e não consigo

:: Adolescentes sexualidade e informação

Quase todos eles girando em torno das mesmas dicas. Que cada um tem seu tempo, que deixar de ser virgem é ganhar uma vida sexual e isso implica em responsabilidades, mas sobretudo, que isso deve ser uma decisão pessoal e consciente.

No entanto, este post não é para os que pedem dicas de como deixar de ser virgens, para isso os posts acima citados são mais indicados, mas sim para tentar desmistificar um pouco a expectativa que se tem sobre a vida sexual.

Deixei de ser virgem, e agora?!

Quem dera a vida viesse com bula ou manual de instruções. E mesmo para  aqueles que têm uma vida mais regrada, a grande verdade é que a gente vive teorizando coisas que na prática quase sempre caem por terra.

Sempre imaginei minha primeira vez e na hora H ela foi completamente diferente. A expectativa é tão grande que é impossível depois de um tempo a ficha não cair e a gente fazer a fatídica pergunta: “Putz, mas sexo é isso?” Até falei sobre o assunto recentemente no post A descoberta do sexo e a busca pelo orgasmo perfeito.

Só com o tempo a gente vai descobrindo que tudo o que foi falado sobre o assunto, dos amigos experts às leituras em livros e revistas, só terá um sentido real à medida que a gente vai decidindo experimentar ou não, decidir por isso ou aquilo, se permitir ou resguardar, sem esquecer que cada uma dessas decisões podem ser para o bem ou para o mal, só depende do que vem depois.

Portanto, se você deixou de ser virgem, não esqueça que acaba de ganhar de brinde uma vida sexual. Ou seja, uma vida de alegrias, mas também responsabilidades.

Dicas para uma vida sexual (quase) perfeita

  1. Camisinha sempre – Desde a primeira vez, mesmo que a menina faça uso de algum método anticoncepcional, o uso de preservativos é essencial e não discutível. Em um mundo ideal não haveria doenças, nem puladas de cerca, a monogamia seria natural ao ser humano, mas a vida normal não é bem assim. Portanto, aos que se dizem monogâmicos que fazem uso de métodos contraceptivos e optam por não usar preservativos, para minimizar possíveis problemas é sempre bom não ser romanticamente hipócrita e exigir o uso do preservativo em relações extraconjugais.
  2. Médico não é bicho papão – E esta dica vale para homens ou mulheres. Sei que para muitos é constrangedor conversar com um médico sobre sexo. No entanto, quem melhor pode falar de métodos contraceptivos, DSTs e outras coisinhas relacionadas a sexo que o médico? No caso das mocinhas, exames preventivos são obrigatórios anualmente. E no caso dos rapazes, coceiras, vermelhidão, secreções são sempre sinais de alerta para problemas maiores (ou não).
  3. Buscar ajuda psicológica não é loucura – Há um stigma sobre estes profissionais. Ninguém gosta de admitir que não está dando conta da própria vida, da vida sexual então… Quando a gente menos percebe está sofrendo sozinho achando que é o mais anormal e perverso de todos. Fetichistas, homossexuais, pessoas com problemas sexuais (ereção, vaginite, etc)… E tudo isso porque não quer admitir que de vez em quando uma ajuda se faz necessária. Vale ler este relato e ver que se conformar com a infelicidade é prejudicial à saúde.
  4. A prática leva à perfeição – Antes de achar que a vida não presta, que você não dá/come direito, lembre-se do que a vovó dizia: “Só a prática leva à perfeição”. E isso vale pra tudo. Praticar a intimidade com o outro, a sensualidade, a sexualidade… É preciso experiementar, ousar, conversar se for o caso, tentar de novo. Desencanar. Deixar de lados preconceitos, rever certos conceitos, permitir-se, em nome do próprio prazer e do prazer do outro. E isso às vezes leva tempo…
  5. Fantasias sexuais são saudáveis – Insalubre é não se permitir. Não existe ambiente menos perigoso e mais confortável que a fantasia. Quando fantasiamos algo, realizando ou não, estamos de alguma maneira experimentando um mundo novo. No caso das fantasias sexuais, costumo brincar que na fantasia, posso trazer um time de futebol para a cama sem nenhum risco, mesmo estando a sós ou a dois. Se realizarei ou não, se meu parceiro vai aceitar ou não, aí é outro assunto. Tudo isso é negociável. Entretanto, é preciso não esquecer: É importante se permitir, mas sobretudo se respeitar. Cada um tem os seus limites. Realizar fantasias sexuais é como abrir a Caixa de Pandora, ninguém sabe o que pode sair de lá ou se poderá controlar, portanto…
  6. (…)

[Que tal um post colaborativo? Qual seria a sua dica para uma vida sexual saudável que ainda não tenha sido citada? Os comentários estão abertos…]