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Ele é sensÃvel, carinhoso, tem um papo interessante e sabe deixar o ego da mulher nas alturas ao elogiar a mudança no corte de cabelo ou aquela sandália de grife que custou uma fortuna. Sim, o novo ideal de prÃncipe encantado é gay. Mas e daÃ?
Fonte: G1
Sei que a afirmação acima não é verdade para todos, mas é verdade para alguns. Já me apaixonei por um amigo gay, já namorei dois bissexuais, um deles cross-dresser, tenho amigas que já namoraram gays e dizem que foi o perÃodo da vida em que mais se divertiram…
É, apesar do preconceito, namorar com gay não é nada mal.
Lembro que a minha paixão pelo meu amigo gay tinha uma particularidade interessante. Eu nunca tive ciúme dos namorados dele, mas me mordia de ciúmes das amigas. Acho que sempre soube que não podia competir com os rapazes. Não deu certo porque não deu certo, como tantas relações não dão.
Toda mulher deveria ter um amigo gay. Eles são divertidos, companheiros, mais amigos que qualquer amiga, além de guardar caracterÃsticas masculinas aliadas a uma sensibilidade feminina. É o tipo de relacionamento em que se pode confiar.
Certa vez, diante de um comentário meu em uma aula de psicosociologia sobre esta minha tal paixão, a professora, que era também psicoterapeuta, disse que eu não era a única a ter me envolvido em algo assim. E que conhecia vários casos de romances fugazes entre mulheres heteros (nessa época eu ainda não tinha consciencia da bissexualidade) e amigos gays.
É claro que a longo prazo não dá certo. É o tal gosto pela fruta que ambos comem até o caroço, mas se levarmos em conta o companheirismo, a amizade e a diversão, acho que nada se compara.
Já os bissexuais guardam umas outras particularidades interessantes também. Pelo menos os que namorei, não tinham este lado feminino aflorado, pelo menos não fora da sua vida secreta. Acredito que com bissexuais é possÃvel ter uma relação duradoura. Isso desde que exista amizade e respeito, além de muito tesão, é claro. Se for assim, as possibilidades de diversão e prazer juntos são infinitas.
A questão principal é que, preferências à parte, o ser humano tem se livrado aos poucos, muito lentamente, dos preconceitos e se permitido viver os prazeres. Como já disse aqui uma vez, a heterossexualidade é uma condição social, o ser humano é essencialmente sexual, só isso. Homo, bi ou hetero, isso é coisa de cada um.