Esta semana o quadro Cilada do Fantástico, na Rede Globo, estrelado por Bruno Mazzeo foi sobre Motéis (clique aqui para ver o vÃdeo). E vendo o quadro, que rendeu boas gargalhadas, lembrei  de algumas que já passei pelos motéis da vida. Gosto de motéis, na verdade adoro, acho um verdadeiro parque de diversões eróticas, mas realmente… Às vezes motel é uma verdadeira cilada.
1- O mito (?) do espelho bisbilhoteiro
Essa eu já  comentei por aqui, sobre os cuidados que devemos tomar com os espelhos.  Certa vez na saÃda do motel, após uma sessão S&M, tive que aguentar o sorrisinho sarcástico do recepcionista, que ainda nos segurou na portaria um tempo além do normal só para mostrar a cara dos pervertidos (nós) a uma senhora. Sinceramente, na ocasião eu não entendi nada, mas depois de saber que alguns motéis usam este artifÃcio do espelho duplo, acho que entendi o porque.
2 – SuÃte sadomasoquista ou quarto dos horrores?
São poucos os motéis que oferecem opções funcionais para o público sadomasoquista. E isso, certamente deve aumentar o fluxo de determinados estabelecimentos que oferecem o serviço. Só acho que a manutenção deveria ser proporcional ao uso, né?!  Infelizmente, não foi o que aconteceu com uma suÃte sado que fui aqui no RJ. Entrei no quarto já levando um tombo e contundindo o joelho, já que o interruptor ficava distante da porta e havia um degrau pouco depois. Das quatro argolas que deveriam ter na cama, para imobilizar o outro na cama, só havia três.  E pra completar, quando tentamos ligar a hidromassagem quase tomamos um choque. Ou seja, da sigla SSC, entramos num consenso, enviar um e-mail espinafrando com a suÃte e evitar aquele motel daquela data em diante.
3 – Preconceito na entrada e na saÃda
Por mais que os recepcionistas tentem fazer aquele arzinho blazé de “não estou nem aÔ, ainda hoje, todas as vezes que duas mulheres chegam em um motel ou mesmo um trio ou quarteto, sempre rola aquele desconforto. Por mais natural e cara de pau que você seja (e olha que eu sou cara de pau) os recepcionistas tentam tanto parecer naturais que parecem múmias paralÃticas de tão desconfortáveis.  Salvo rarÃssimas exceções.
4 – Um cardápio (in)variável
Eu sei, ninguém deveria ir pra motel pensando em orgias gastronômicas. Melhor mesmo se concentrar em outras orgias. No entanto, pra quem tem pouco tempo disponÃvel, à s vezes só resta mesmo comer no local. Poucos são os motéis onde a comida não tem gosto de plástico ou de molho pronto. Tudo bem que não é o ponto forte, mas que poderiam dar uma melhorada… Certa vez, pedi uma bandeja de “frios variados” e o que chegou foi um prato com presunto e mussarela cortados em tirinhas, uma grande variedade de… dois. Já pensou?!
É… Ainda bem que as intenções e necessidades de quem vai a um motel vão muito além das adversidades. Quando se está com quem se gosta, qualquer buraquinho é palácio e qualquer pão com mortadela é banquete. Quando a gente gosta, tais ciladas viram apenas mais um “causo” para relembrar de vez em quando e rir um bocado.
E você, tem alguma “cilada” de motel para contar?!