Is internet for Porn? Sim, a internet é para pornografia também!

Alessandro Martins, Fernanda Lizardo, Bruna Surfistinha durante Painel Is Internet For Porn - A Vida Secreta na Campus Partya-na-campus-party-01Dia 23 de Janeiro eu e o Administrador Secreto estávamos no tão esperado debate do Campus Blog  Is Internet For Porn? (A Internet é Para Pornografia?) na Campus Party.

Conversa para lá, opinião para cá e diante de tudo que foi debatido a única resposta possível é: “Sim, a internet é para muitas coisas e para a pornografia também“.

Mas que tal começar pelo começo, as preliminares, e apresentar os ilustres integrantes da debate?

Os componentes da mesa

O painel, como comentei anteriormente, era bem diversificado. O moderador, Edgar Reymann, é um fera em publicações relacionadas ao erotismo ( Sexy Premium e Playboy) e a galera da mesa, previamente citada aqui, não deixava nada a desejar. Tive meu momento fã ao conhecer a Cooper, na verdade, Fernanda Lizardo, jornalista e blogueira do Sexto Sexo – quando comecei a escrever meus contos safados, já lia os dela. Isso sem contar o Alessandro Martins do  Pinky, The Kinky. De perto, o moço da careca luzidia é ainda mais charmoso.

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Outra deliciosa surpresa foi conhecer o Zander Catta Preta, responsável pela parte de entretenimento adulto do IG. O Zander é carioquíssimo (e sósia do Biajoni, autor de Sexo Anal). Delícia conversar com ele depois do painel. Além da Raquel Pacheco que depois comento minhas impressões.

Pornografia ou erotismo?

A mesa inteira concordou que, assim como foi comentado no post sobre Pornografia e Erotismo, o que é pornografia para um pode não ser para outro. Existe uma linha muito tênue e pessoal que  separa as duas e o Zander chegou a brincar que a resposta para isso valeria um milhão de dólares.

Ele citou o filme 9 canções (9 songs) que, por causa do sexo explícito,  poderia ser considerado como pornografia, mas por ter um tratamento artístico acaba sendo considerado erotismo.

No entanto, a questão levantada pelo Administrador Secreto só foi respondida mesmo nos bastidores em uma conversa informal: Como os administradores de portais, por uma questão prática, fazem esta separação de conteúdo ? E e a resposta dele foi bem objetiva:

  • Insinuação de nudez sem mostrar os genitais: Sensual
  • Nudez total com cuidado artístico: Erótico
  • Nudez e sexo explícito:Pornográfico

Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha

Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, merece alguns parágrafos à parte. A moça de perto parece tão tímida como pela TV, mas é sem dúvida extremamente interessante para o público e ficou muito claro a todos que a simples presença da moça pareceu ser capaz de encher a palestra. De todas que assisti, foi sem dúvida a mais cheia e estava repleta também de gente idiota, que ficou o tempo inteiro twittando bobagens ou mesmo tentando chamar atenção da audiência.

O Zander fez um comentário sobre o “Fenômeno Bruna Surfistinha” ser considerado um bom exemplo de Web 2.0 no Brasil:

Uma menina comum, que escreveu em um blog sobre seu cotidiano incomum e, através da interatividade com os leitores, tornou-se uma web-celebrity e soube fazer uso dessa ferramenta para auto-promoção” (juro que nem sei ao certo se esta foi a intenção inicial, mas aconteceu).  Inicialmente pelo interesse profissional (eu mesma conheço o caso de um fã dela de blog e GP Guia, que se despencou do Rio de Janeiro paraa São Paulo para um programa, dizendo que ficaria feliz de ter apenas conversado com a moça) e posteriormente lançando os livros e sendo hoje uma celebridade.

Segundo ela, talvez o grande sucesso do seu blog tenha sido o fato de ranquear seus parceiros sexuais. Afinal, todo homem quer saber se é realmente bom de cama, e ninguém melhor para julgá-lo do que uma profissional. No entanto, acho que vai além, pois quem lia o seu blog tinha a impressão de alguma forma fazer parte da sua vida, participar dela.

Acho que entendo um pouco essa coisa.

Ainda que em menores proporções, com meu antigo blog, o Me and My Secret Life, eu cheguei a ter fãs – pessoas que não me conheciam, mas que se sentiam íntimas.  É algo bem complicado e no caso dela, ao final do debate, havia à sua volta uma quantidade absurda de gente, como abelhas no mel, ou melhor, como cães atrás de uma cadela no cio. E foi algo que realmente me incomodou e fez admirá-la.

Vendo Raquel Pacheco de perto, uma figura forte e frágil ao mesmo tempo, fui tomada por uma grande empatia. E enquanto observava o buxixo à sua volta vi o quanto é bom ser anônimo.

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A Fernanda Lizardo Twittou sobre uma outra versão do painel. É interessante passar lá  e conferir.

Ainda tenho mais coisas a dizer sobre o painel, infelizmente minha estada em SP, pelo excesso de atividades,  sempre limita um pouco minha criatividade. O que não chega a ser um mal… risos.