Hoje, durante o intervalo na TV vi uma propaganda cheia de véinhos com cara de safados (todo véinho tem cara de safado ou só eu penso assim?):
Nós somos do clube dos ENTA.
É assim que a gente se cumprimenta.
Gostamos de polenta… Pimenta!
Mascamos chiclete… De menta!
No sexo a gente nunca se aposenta.
E com camisinha, a segurança aumenta.
Se você é como a gente, tem cinquenta, sessenta, setenta,
mas também não aparenta. Experimenta!
(E mostram uma camisinha cada um, quando o telefone toca)
Minha mulher… Quer dizer, a presidenta!
E o locutor termina dizendo: “Sexo não tem idade, proteção também não”.
A nova campanha do Ministério da Saúde chega ao ar uma semana antes do Dia Mundial de Prevenção à AIDS, 1° de dezembro. E apesar de muito engraçadinha, mostrando os tais véinhos safados que todo mundo conhece um, ela vem de certa forma “dar um sacode” em todos nós. Não só que está na idade dos ENTA, mas a população de um modo geral que finge ignorar a sexualidade de quem tem mais de 50 anos.
Sexo e AIDS na 3ª Idade
Há algum tempo eu comentei por aqui um dado estarrecedor, “Médicos da clÃnica para idosos do hospital EmÃlio Ribas, em São Paulo, vêm diagnosticando por mês entre 10 a 15 novos casos de infecção pelo vÃrus HIV entre idosos. Pesquisas feitas no hospital indicam que das mulheres com mais de 60 anos de idade, 75% contraÃram o vÃrus através do marido. Entre os homens, 80% foram infectados através de relações sexuais fora do casamento.”
Ou seja, os véinhos do Clube do ENTA estão longe de ser apenas uma alegoria para propaganda engraçadinha, são uma realidade. Particularmente, acho que faltaram umas garçonetes boazudas servindo a homarada e aceitando gorjeta entre os seios (outra realidade, o sexo pago, extra-oficial), mas eles quiseram ser sutis e colocaram apenas a patrulha, via celular, da “presidenta”.
Longe de ser moralista ou hipócrita e ficar aqui defendendo ou renegando o sexo extra-conjugal em qualquer idade, acho que o ponto principal é, como diria a minha avó, “se está vivo e bulindo”, previna-se! É um ato de amor para com o parceiro e si mesmo. Acho que a prevenção ainda é a maneira mais eficaz de não virar estatÃstica.
Gostei da propaganda, de maneira leve e divertida abordou um tema “cascudo” e que poucos ousam, sequer, comentar. Infelizmente, no site do Ministério da Saúde, não encontrei informações sobre a campanha, só encontrei referência no Google como sendo uma campanha regional do DF, mas como assisti aqui no RJ, acho que é uma campanha nacional sim. Sabendo mais, eu volto ao assunto por aqui.