Tickling – ou Tesão Por Cócegas

Ok, definitivamente eu não sou nada normalzinha. Já desisti de ser. No entanto, estranha ou não, pode-se dizer tudo de mim, menos que eu não vivo, que não experimento. Lembrei de um amigo e do seu tesão por cócegas, cócegas que eu não sinto, aliás, mas que já até participei de uma sessão com ele, observando-o fazer as cosquinhas em uma amiga em comum. No entanto, delícia, mas delicioso mesmo foi a experiência de senti-las. E esta sim eu quero relatar.

O L. é um lindo e amigo de muito tempo. Nossa maior afinidade, além da grande amizade, é a podolatria (paixão por pés), e eu particularmente o agrado, já que meus pés são grandes, magros e de dedos longos. Infelizmente, pra ele, não tenho pés tão sensíveis a ponto de morrer de cócegas. No entanto, como no inverno adoro botas e scarpins (no verão minha paixão é por tamanquinhos), em nosso mais recente encontro, os pés estavam especialmente sensíveis, solas mais finas e delicadinhas. O que me proporcionou uma experiência deliciosa e interessante.

Após o banho, eu ainda com os pés úmidos quis secá-los, quando ele pediu: “Relaxa B., deita de bruços e relaxa, deixa que eu faço isso!” . E assim eu fiz. Deitei-me do lado oposto da cama com os pés no colo dele, abracei o travesseiro fechei os olhos e passei a apenas sentir. Curioso, como que nos entregamos às outras sensações quando desconectamos de algum dos sentidos. No meu caso a visão. Ali, de olhos fechados, de costas e de bruços, era o tato o meu único condutor de prazer. O tato através das solas dos meus pés.

Senti-o secá-los, para logo depois colocar algum creme que a princípio era frio, mas depois com a massagem dele aqueceu e, pra finalizar, senti algo bem geladinho, como um gel. Não sei se por isso, ou pelo fato de eu ter ido à pedicure no dia anterior e estar com as solas bem lisinhas, a sensibilidade ficou à flor da pele. De repente senti algo pontiagudo, mas não o suficiente para me machucar, passeando pelas minhas solas, senti uma coisa estranha. É desesperador sentir, sem saber o que é, no entanto, a amizade e a confiança nele, me faziam transformar aquela sensação angustiante diante do desconhecido em prazer. Ele ia lentamente passando e no lugar que sentia alguma reação minha (um puxãozinho de pé, um leve arrepio) se detinha um pouco mais. E eu, que nunca senti cócegas, comecei a me entregar àquela angustiante e, ao mesmo tempo, gostosa sensação.

Descobri por exemplo, que a parte externa do meu pé é sensível, inclusive no calcanhar pouco acima da sola. Tive certeza que a zona mais erógena do meu pé é, sem dúvida, a base dos dedos e a almofadinha logo abaixo deles. Cada objeto que ele experimentava (inclusive as próprias unhas naquele movimento típico de fazer cócegas) ia me causando arrepios e excitação. E foi quando com os pés extremamente sensíveis pelas estranhas carícias senti a barba dele roçar, que percebi que estava sim, com um grande tesão. Não havia mais nenhum desespero, era só tesão. Não havia outra palavra. Com o outro pé em seu colo, pude perceber que a excitação não era só minha e aquilo sim, era ainda mais excitante.

É interessante como o corpo da gente procura o prazer, instintivamente, nem precisam muitas palavras, as reações são lidas e levam a outras ações. Sua boca então passou a explorar minhas solas enquanto seus dedos exploravam outra parte bastante melada e excitada também. Sentia eventualmente a barba roçar nas solas, que provocava cada vez mais contrações musculares e sensações, que ele percebia, continuava, e se excitava cada vez mais tanto quanto eu.

Mais detalhes são nossos, estou meio egoísta e econômica hoje, mas o que acho importante dizer é que a podolatria e suas diferentes formas de dar prazer sempre me surpreendem e excitam. Nunca havia sentido tanto prazer com o tickling. O fato de não sentir cócegas, talvez tenha me dado a oportunidade de perceber as sensações sem desespero, só prazer. Não consigo ver a podolatria como algo estranho, humilhante, feio ou sujo. E é muito curioso dizer que quando o assunto é podo, este prazer é tão sexual quanto uma boa trepada, sem necessariamente terminar em penetração, mas inevitavelmente levar ao gozo. Já que a minha sensibilidade e excitação através dos pés é absurda, mas evidente. Não tento entender, apenas sinto. Fica a dica.


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