[foto ilustrativa do post por Nathaniel Perales]
Faz um tempo estou à s voltas com o dilema, escrever ou não escrever um livro safado. Sei que pode parecer meio bobinho este meu questionamento, afinal, já comentei muitas vezes que tenho uma profissão, Designer de Moda, que me dá o direito de ser excêntrica. Disse também que minhas fotos ousadas são feitas, em sua maioria, pelo meu irmão. E também que minha mãe não só é grande incentivadora como também é minha melhor crÃtica.
Então, por que tantos pudores? Eu pergunto e eu mesma respondo. Apesar da parte mais próxima da minha famÃlia ter conhecimento quase total (nem tudo se conta em detalhes) da minha vida secreta, ainda resta uma parte (o outro irmão, sobrinhos adolescentes, tios…) que desconhece e eu, sinceramente, não sei se quero que tenham conhecimento. Sendo assim, seguindo a idéia do meu querido amigo Gustavo Gitti, a primeira coisa a ser feita é “crie um pseudônimo”. Um dia eu faço isso…
Mas esse bla-bla-blá todo tem outro motivo. Ainda estou longe de editar meu livro safado, mas… Observando uma série de livros que estão em promoção no submarino a R$9.90, percebi que tem um monte de guias safadinhos que tem, pelo menos, quatro caracterÃsticas comuns.
- A capa tem que ser vermelha
- Com foto de um casal se pegando
- O tÃtulo tem que ter númerosÂ
- E os escritores tem que ter nome de santo. E nome de santo em francês!
 Olha que chique? E se você duvida disso, basta olhar para estes dois exemplos.
- 203 Maneiras de Enlouquecer um Homem na Cama – Olivia St.claire
- 208 Maneiras de Deixar um Homem Louco de Desejo – Margot Saint-loup
