Escritor de safadeza que se preze tem nome de santo

[foto ilustrativa do post por Nathaniel Perales]

Faz um tempo estou às voltas com o dilema, escrever ou não escrever um livro safado. Sei que pode parecer meio bobinho este meu questionamento, afinal, já comentei muitas vezes que tenho uma profissão, Designer de Moda, que me dá o direito de ser excêntrica. Disse também que minhas fotos ousadas são feitas, em sua maioria, pelo meu irmão. E também que minha mãe não só é grande incentivadora como também é minha melhor crítica.

Então, por que tantos pudores? Eu pergunto e eu mesma respondo. Apesar da parte mais próxima da minha família ter conhecimento quase total (nem tudo se conta em detalhes) da minha vida secreta, ainda resta uma parte (o outro irmão, sobrinhos adolescentes, tios…) que desconhece e eu, sinceramente, não sei se quero que tenham conhecimento. Sendo assim, seguindo a idéia do meu querido amigo Gustavo Gitti, a primeira coisa a ser feita é “crie um pseudônimo”. Um dia eu faço isso…

Mas esse bla-bla-blá todo tem outro motivo. Ainda estou longe de editar meu livro safado, mas… Observando uma série de livros que estão em promoção no submarino a R$9.90, percebi que tem um monte de guias safadinhos que tem, pelo menos, quatro características comuns.

  1. A capa tem que ser vermelha
  2. Com foto de um casal se pegando
  3. O título tem que ter números 
  4. E os escritores tem que ter nome de santo. E nome de santo em francês!

 Olha que chique? E se você duvida disso, basta olhar para estes dois exemplos.

Será que terei que mudar meu nome para algo que pronunciando faça biquinho? Bom, enquanto eu não escolho nenhum nome de santo francês, e nem fico famosa escrevendo safadeza, vale lembrar que livros comprados no submarino à partir dos links indicados aqui, a comissão é d’A Vida Secreta, portanto…