Sempre quis abordar este assunto, sempre. Acabo esbarrando em algum código moral particular que não sei explicar. Para quem não sabe, sou católica, estudei dez anos em colégio de freiras, fui batizada, fiz primeira comunhão e crisma. E mesmo hoje, não durmo ou saio de casa sem fazer minhas orações e respeito a religiosidade alheia. Ainda assim, não comentar sobre a Religião e os fetiches derivados dela, seria no mÃnimo negligente.
Creio que o tema, apesar de aparentemente controverso, é muito mais comum do que se pode imaginar. Religião e Sexo. E vai muito além das beatas que querem convencer seus párocos à vida mundana, freiras que misteriosamente aparecem grávidas ou os tarados pedófilos da Igreja. Em uma escala muito mais light, não é incomum quem tenha uma ou outra fantasia envolvendo algum elemento religioso. Porque será que fantasias de freira e padre sempre tem aos montes no carnaval, hein?!
Personagens como freiras e monges habitam o imaginário de muitos, graças a sua dedicação, subserviência e castidade. Já conheci quem se excitasse com cenas da via sacra. E se a gente parar para pensar, alguns devotos que se submetem à auto-flagelação em penitências, guardam em si uma forte dose de masoquismo. Isso sem comentar os sádicos inquisidores que a Igreja tanto quer esquecer. Muitas das práticas sadomasoquistas são reproduções fieis de torturas da inquisição. Seja qual for a faceta escolhida há um fetiche embutido em cada uma delas.
Um grande amigo masoquista e crossdresser, tinha uma indumentária de freira completa e ao vestÃ-la, não dispensava o uso de um cinto de castidade sob as vestes. Segundo ele, precisava colocar o cinto de castidade antes de colocar a indumentária, afinal, sua ereção enquanto vestia-se peça a peça era absurdamente forte. E para um masoquista, que graça teria vestir-se de freira, sem sofrer com a a castidade forçada, né?
A música Like a Prayer da Madonna é uma ode ao fetichismo religioso. Recentemente a Playboy da Carol Castro foi comentadÃssima, graças a um crucifixo sobre seus seios nus. E mesmo em tempos remotos, filmes ingênuos como O Milagre , com Roger Moore, fizeram sucesso justamente por mexer com a fantasia. A imagem da santa que tomava o lugar da freira e vice-versa. O cinema adora retratar a Religião com uma pitada de erotismo e perversão.
Não sei se ignorando ou corroborando este fato, a Igreja criou um calendário com padres belÃssimos. E não é brincadeira não, basta visitar o site oficial. Nem chega a ser algo erótico ou safado, mas deve ser combustÃvel para as fantasias de muitas moçoilas. É claro que vocês já devem ter lido isso por aÃ. Meu VSR (Virtual Sex Reporter) enviou uma nota do Terra há alguns dias já. E tenho que confessar que os rapazes são um colirio para os olhos. Junto com a nota, meu VSR deixou um comentário: “eu já conheci pelo menos duas meninas que tinham um tesão enorme pelos padres de suas igrejas, nunca entendi muito bem se pela beleza ou pelo pecado…” E quem vai saber? Talvez pelos dois. Já disse que fetiche do outro é coisa estranha…
