Enquanto trabalho, deixo uma seleção musical tocando. Ouço de tudo um pouco e sei que meu ecletismo me condena. Hoje foi Evanescence (o Ãlbum Fallen, não sei como nunca enjoei), Maroom 5 (o primeiro CD que sempre ouço do começo ao fim), Pink Floyd (The Dark Side of The Moon) e também Juanes e Maná (deles são músicas que fui catando aleatoriamente). Pronto, perdi o respeito dos que ainda tinham algum quanto ao meu gosto musical. Eu gosto muito, muito mesmo de música latina, a ponto de largar o que estou fazendo para dançar ao som de A Dios Le Pido, do Juanes e choro ouvindo El Muelle de San Blas do Maná.
Ando uma pilha, já disse isso aqui, problemas no lado A da minha vida. E como sou esquisita, falo pouco sobre isso aqui em casa. Alguns problemas comentei aqui, mas também ando fazendo um trabalho chato, mas que vai trazer dinheiro para as contas no fim do mês. Estava entretida nele, quando ouvi os primeiros acordes de Se me olvido otra vez. E me senti o próprio Kevin Kline em “Será que ele é”, com uma incontrolável vontade, uma absoluta necessidade de dançar. E dancei. Levantei da mesa e dancei sozinha, sorrindo e rebolando sob o olhar estarrecido da minha gata. Gozando só, comigo, aquele momento mágico.
Se me olvido otra vez conta a história triste de um amor que se acabou e o cara não se conforma com isso. Tem consciencia que a vida segue adiante, mas simplesmente ignora, seguindo a vidinha de sempre para o caso dela voltar algum dia. Podia ser uma canção melosa, triste, mas o ritmo da salsa e o fato de ele zombar de si mesmo diante do inevitável amor e da espera, dá a música um quê especial.
Terminou a música eu estava suada, cansada e feliz!