Esta semana recebi o link de uma matéria um pouco antiga, mas sempre relevante para discussão. “Internet e crescente expectativa de vida mudam comportamento sexual“. Nesta entrevista, Erika Berger, uma das mais renomadas sexólogas da Alemanha desde o final dos anos 80, descreve – em entrevista à DW-WORLD.DE – o que há de novo na vida sexual das sociedades de hoje. Segue abaixo alguns trechos interessantes, mas aconselho clicar no link acima e ler a entrevista completa.

- Sobre os 60 anos do Relatório Kinsey – “Ao lê-lo, há momentos em que a gente diz “é isso mesmo!”. Não há por que deixar de fazer coisas que sejam um pouco fora do comum e incompreensÃveis para os outros. E sobretudo se deveria falar mais de sexualidade. Não deverÃamos tentar esconder as coisas; o que deverÃamos, sim, era deixar em paz pessoas com outras preferências sexuais.”
- Sobre sexo normal e anormal – “O que significa sexo normal para um determinado indivÃduo? O que é sexo bom ou mau para aquela pessoa? Sexo é a forma de vivenciá-lo e praticá-lo – junto com o parceiro. (…) Sou eu que determino o que é normal para mim.”
- A internet como fonte de estudo da sexualidade – “Ela é inacreditavelmente importante para a pesquisa sexual. Em primeiro lugar, ela permite observar as coisas instantaneamente. E também é muito transparente. Não temos que ir a lugar nenhum para comprar um livro difÃcil de pedir porque o tÃtulo soa comprometedor. Em vez disso, só precisamos entrar na rede, clicar e já temos tudo de que precisamos.”
- Chats, anonimato e relações virtuais – “Hoje é possÃvel escolher um parceiro via internet, “convidar” alguém virtualmente à minha sala de estar e conversar com ele através do computador. Mas qual a graça? Isso é totalmente unidimensional. É a mesma coisa que ficar olhando fotos de mulheres ou homens pelados ou práticas sexuais na tela. O que tem de bom nisso?”
- Sexo e maturidade – “Sexo com idade avançada é um tabu ou não? Defendo que se trate disso como algo normal. Quem falou que a pessoa deveria abdicar de sexo na idade de 60, 70, 80 anos? Não há idade máxima para o sexo – ou para o amor, que – como sempre digo – está ligado ao sexo. Se a pessoa tem saúde, pode manter uma vida sexual altamente satisfatória. Mas uma coisa que constatei conversando com algumas pessoas por causa do meu último livro é que o sexo se torna menos importante com a idade. Passa para segundo ou terceiro plano, e a prioridade passa a ser a ternura.”
Fonte: DW – World.DE