O Céu Por Testemunha

Apesar de estar às portas de engatar mais uma relação S&M (F. é submisso, não tenho jeito, tenho uma quedinha grande para a Dominação), estes dias lembrei de uma peraltice de garota, uma daquelas atitudes inconseqüentes que a gente só faz uma vez na vida e que, felizmente, vale por toda ela.

J. era baiano, guitarrista da banda do meu primo, teve uns problemas com a família e sem ter onde morar foi passar uns tempos na casa da minha tia. Aliás, a casa da minha tia parecia um albergue. Naquela mesma época o pai do filho da minha prima, também nosso primo, tinha vindo para registrar o pequenino que havia nascido a alguns meses.

Um detalhe, minha prima e ele fizeram o filho num namorinho inconseqüente durante umas férias que ela foi passar em Recife. Uma trepada, uma gravidez, um filho e responsabilidade para uma vida.

E voltando a J… Achava-o inteligentíssimo, essa é uma característica primordial para que eu me interesse por alguém, tenho que admirá-lo intelectualmente. Daria para o Drummond, para o Veríssimo, só pelo delicioso intelecto de cada um. J. me encantou, me deixou doida de tesão e dar pra ele virou idéia fixa. Volto a lembrar que ele era músico e estava vivendo de favor na casa da minha tia, minha mãe achava ele um desocupado espaçoso que veio para passar uns dias e já estava há quase um mês. E como situações de crise exigem soluções criativas, eu e ele trepamos nos lugares mais insólitos que pudemos encontrar. Oportunidade + Vontade = a uma trepada deliciosa. E assim foi…

No corredor de passagem da casa da minha tia, no banheiro, no portão da minha casa, na garagem, encostados na árvore da esquina. Eram deliciosas rapidinhas que aliadas à possibilidade de sermos pegos a qualquer instante tornaram-se trepadas deliciosas que me deixam melada até hoje, só de lembrar. O cúmulo do nosso tesão aconteceu ao ar livre, no meio da semana, em uma trilha para um morro que tem aqui perto de casa. Iríamos eu e ele, minha prima e meu primo, pai do filho dela. Só que na última hora o bebê ficou doentinho e como mãe é mãe, eles não foram ao passeio. Arrumamos tudo para um delicioso piquenique e partimos para nossa aventura.

Havia uma trilha fácil para a subida, e a primeira parada era perto de uma pedra ampla, onde no final de semana às vezes os escoteiros faziam rapel. O lugar era lindo, dava pra ver todo o meu bairro com uma visão privilegiada, em volta havia um mato fininho que crescia alto, naquele dia de sol pareciam trigais. Paramos na pedra para beber água, ainda faltava pelo menos mais meia hora até o topo, onde uma linda formação rochosa dava nome ao morro. Ali ficamos quietos, esperando retomar o fôlego e olhando a paisagem. Uma paisagem linda, o dia claro, nós deitamos na pedra e ficamos conversando olhando para o céu azul. Não lembro bem quem começaram as carícias, mas sei que não demorou muito para que ele percebesse o clima esquentar, pegasse a toalha de mesa que levamos para o piquenique e forrasse no meio da relva, ficou parecendo uma cama fofa, já que o mato deitou sob a toalha. À nossa volta o mato alto, acima de nós o céu, única testemunha.

Ele tirou toda a minha roupa, até mesmo tênis e meia, eu fiquei completamente nua diante dele com o sol sobre nós. Os lábios me percorreram sem pudor, lembro que comentei que estava suada, ele riu, disse que eu estava temperada, o que era muito melhor. Deu uma atenção especial aos meus mamilos, seios e foi descendo pela minha barriga até encaixar a boca entre minhas pernas. Tirou as roupas também, fazíamos tudo com uma calma absurda, mesmo sendo ali uma trilha, estávamos tão à vontade que nos sentíamos extremamente livres, como se estivéssemos sós na imensidão daquele paraíso. Gozei em sua boca pela primeira vez, sem pressa, pude gemer e gritar, ele sabia me fazer fêmea, como se eu estivesse no cio. Em determinado momento girei sobre o seu corpo e lambi seu pau salgado pelo suor, numa posição de 69 deixei minha xota à disposição, enquanto esquecia da vida mamando gostoso aquele pau, que rijo latejava em minha boca.

Fiquei muito tempo absorta naquela adoração, enquanto ele com as mãos e a boca me enchia de carinhos. Abocanhando, chupando meu clitóris e brincando com seus dedos em minha xota e cu. Com os quadris para cima e para baixo ele fodia minha boca, até que em determinado momento parou e pediu que eu ficasse de quatro diante dele. Obedeci. Ele colocou a camisinha, posicionou o pau na entrada na minha xota, segurou meus cabelos com força e meteu de uma vez só o pau grande, duro e latejante de tesão. A violência com que ele meteu em mim, mesmo eu estando completamente melada me surpreendeu e eu gritei alto. Parece que ter ouvido aquele grito só o deixou com mais tesão, como um cavalo que cobre uma égua, ele me comeu gostoso e com força. Meus braços fraquejaram de tesão e eu desci meu corpo, apoiando nos antebraços, empinando a bunda para o céu, escondendo o rosto em minhas mãos, me colocando cada vez mais exposta para a cobertura. Meu cu deve ter piscado de tesão, pois quando eu menos esperei, enquanto ele metia fundo em minha xota encaixou dois dedos melados de saliva nele. O reflexo foi involuntário, meu cu retraiu, estrangulando aqueles dedos dentro de mim, enquanto ele me cavalgava.

Gozei novamente, gemendo alto e quando vi, ele também gozou, gemendo também, quase urrando de tesão, deitei meu corpo para frente, ele acompanhou ainda ficando um tempo dentro de mim, estávamos lavados de suor. Esperamos a respiração voltar ao normal e só então ele saiu de dentro e de cima de mim. Pegou uma das garrafas de água mineral que levamos e jogou inteira sobre nossos corpos nus. Só muito tempo depois, vestimos nossas roupas e continuamos a subida.

Aquela manhã foi especial, lá em cima ainda namoramos, mas não se comparou à trepada na relva, que teve apenas nós e o céu por testemunha. Conversamos muito, ele disse que voltaria para a Bahia, para a casa do pai, pois estava difícil se manter por aqui sozinho. Por horas ficamos sob a sombra dos eucaliptos, sentindo o vento no rosto, conversando e olhando a paisagem. Era uma despedida.

Desse dia eu guardo duas fotos, só havia duas disponíveis na máquina, uma que ele fez minha e outra que eu fiz dele, exatamente após a sensacional trepada. Sempre que olho esta foto vem uma sensação gostosa em mim, como se resgatasse um tempo que não volta mais. Lembrar esta cena me faz pensar… Estou precisando novamente viver momentos assim, intensos e inconseqüentes.