Comecei a semana com um texto da fisioterapeuta especializada em reabilitação neurológica Paula Ferrari, nova colunista do A Vida Secreta, comentando sobre o preconceito e desinformação quanto à sexualidade do deficiente fÃsico. Paula se propôs a escrever mais sobre o tema e desmistificar o tabu da sexualidade do cadeirante. Termino a semana ainda falando de sexualidade e lesão medular, com o trecho de um vÃdeo, Diário de Uma NinfomanÃaca, e um texto de Leandro Portella.
“(…) Após uma lesão medular alta e seqüela de tetraplegia há alteração de toda a parte sensorial, principalmente a sensibilidade (tato) abaixo da lesão. Quando a lesão é completa, ocorre a perda total da sensibilidade do pescoço para baixo! Logo, imagina-se que um tetraplégico não sente nada durante a relação sexual, porém, nesse momento, percebemos o quanto o corpo humano é incrÃvel!
O ser humano saudável dispõe da libido sempre que seus olhos, seu olfato, pensamento ou tato se deparam com algo relacionado ao sexo. Não tendo a sensibilidade tátil, que tem uma função indispensável na ativação do impulso sexual, como por exemplo, enquanto que as carÃcias e beijos levam a excitação, no tetraplégico outros sentidos assumem essa função, sendo a visão o principal deles.
A visão é, provavelmente, a fonte de estimulação sexual mais importante que existe, ainda mais no homem tetraplégico. Existem numerosos estÃmulos visuais envolvidos na atração sexual. A forma de mover-se, um olhar, um gesto, inclusive a forma de vestir-se, são estÃmulos que, enquanto potencializam a capacidade de imaginação do ser humano, podem resultar mais atraentes que a de só depender do tato para obter prazer.
O prazer não se sente somente com a sensibilidade (o tato). Também é possÃvel sentir com os olhos!”
Leia o texto completo no Vida Mais Livre
Leandro Portella tem 30 anos e é tetraplégico desde 1999, autor do blog Ser Lesado, co-autor do Cadeirantes em Foco (em parceria com Paula Ferrari) e colunista do site Vida Mais Livre.