
Podem falar da pressa, da mania de trabalho, do que for… mas é impossÃvel não admirar a permeabilidade paulistana, que absorve e acolhe todo tipo de cultura, comportamento, beleza ou estranheza. E esta variedade de pessoas, culturas e histórias se reflete também na variedade de sua sua vida noturna e gastronomia (segundo o Admin, cada vez mais cara sem que a qualidade cresça na mesma proporção).
Desde que estou aqui, já encontrei e fui a lugares bem variados. De bares de cervejas especiais com show de rock a kebaberias descoladas, de baladinha burlesca em containêres a grandes galpões para a galera “indie-cool-chic“, dos botecos sujinhos a restaurantes chiques e charmosos sem serem chatos, como o It Restaurante.

E falando em sedução, eu e o Admin fomos seduzidos com o estilo do restaurante e, sobretudo, dos serviços do hotel. A comida, putz… Apresentação impecável com sabores totalmente pecaminosos. Gula e luxúria namoravam sem nenhum pudor, naquele ambiente totalmente sexy e aconchegante. Podem dizer que eu só penso naquilo, mas aqueles sofás de veludo púrpura realmente inspiram.
No bar, com uma programação visual belÃssima, luzes de LED iluminavam uma vinoteca automatizada que convivia harmonicamente com vodkas e… Cachaças! Mais São Paulo impossÃvel, né?! Era como se estivessem na mesma mesa italianos, franceses, russos e brasileiros, no maior conversa. SaÃmos de lá cheio de idéias para contos ou mesmo uma fotonovela-porn-chic.

Os pratos, criação do chef William Carvalho (belÃssimo em seu dolma), eram interpretações extremamente bem sacadas da cozinha internacional, mas sempre com um toque de brasilidade que fazia toda a diferença. Camarão com molho de laranja e ostras, salmão com um toque de açúcar mascavo e gengibre, e um Confit de Pato com um crosta de amendoim, molho de cajá e purê de batata doce, que não dá pra explicar a delÃcia.
Costumo dizer que afrodisÃaca sempre é a intenção, mas mesmo o Wok de Carne, prato tÃpico da cozinha tailandesa, preparado pelo Admin na cozinha mega descolada do restaurante, estava um pecado.
(O moço tem mão boa, meninas, eu garanto… Pelo menos na mesa. )
Aliás, eu comecei o post dizendo que não sabia explicar, né?! Retifico então, talvez esta seja a explicação: o grande “it” de São Paulo é fazer com que todo mundo tenha o seu próprio It.
