Esquilos num Ménage à trois

União estável a três? Não é bem assim.

Não pretendo de maneira nenhuma criar uma filial XXX do e-farsas por aqui, mas esta semana fiquei assustada com a repercussão de uma notícia, pra lá de requentada, que veiculou por aí e passou até por um blog (de humor) do Portal Luís Nassif, sobre uma suposta decisão do Judiciário oficializando um menáge-a-trois como uma relação estável.

Trata-se da notícia (???) de uma  estudante de medicina que ganhou na justiça o reconhecimento de uma união estável a três. O assunto pipocou na net, com posts e RTs pra lá e pra cá, e uma breve busca no Google pelo nome da tal leva a quase 4000 resultados, que são praticamente um ctrl+c e ctrl+v, sem nenhuma fonte confiável.

Cartão Postal This is The Life (Ménage à trois em estilo Vintage)O caso, que tem detalhes bem sórdidos – como por exemplo o motivo do rompimento, que teria sido por assédio da envolvida com a filha menor do casal – mostra o quanto essa cultura do copie e cole pode ser assustadora.

A matéria, que como eu disse já está bem requentada (21/06/2011), parece ter nascido no blog Tramado por Mulheres, que no melhor estilo do antigo Cocadaboa, presta seu papel de jornalismo mentira, pra gente rachar de rir, mas nunca sair veiculando como verdade por aí.

A própria fonte citada, o tal “informativo ‘Rapidinhas’ escrito, publicado e mantido pelo Conselho Regional dos Profissionais do Sexo de Volta Redonda – RJ em junho de 2011″, já é uma grande piada! Além do fato de que a notícia surgiu mais ou menos na época que a Justiça reconheçou a união estável homoafetiva, época perfeita para uma piada com o assunto.

De qualquer forma, vale o alerta: cuidado com a qualidade e confiabilidade do que você lê ou de onde lê. E fica a dúvida, será que 1/100 dessa galera do copy & paste, sacou que se tratava de uma piada, ou realmente acreditou na sandice?