A Última Pessoa Errada

Hoje é meu aniversário e estou fazendo 41 anos. Sou uma loba em pele de cordeirinha que não consegue conter a reflexão diante de certos fatos, mesmo em um dia como hoje. Isso é a minha cara!

Imagem: Shoot me / Por: ImadCod, no Flickr

Quando o assunto é amor e sexo, sou uma pessoa pé quente. Perdi as contas de quantos caras encontraram sua “cara metade” pouco tempo depois de ter se relacionado comigo. Se continuam até hoje… Aí é outra história, mas lembro da felicidade extrema deles.

Dia desses, conversando com um amigo que também tem esta particularidade incomum, ele filosofou: “Eu sou a última pessoa errada na vida das minhas ex…”, fazendo uma referência à expressão: “Enquanto não encontrar a pessoa certa, divirta-se com as erradas!”

Bullshit! Não o que meu amigo disse, mas essa eterna busca em si. Creio que a maior causa de angústia do ser humano é esta procura desenfreada pela cara metade. Ninguém é metade de ninguém, a palavra “indivíduo” é perfeita para representar o ser humano. Cada um é único. Buscar uma companhia é legal, buscar a outra metade de si mesmo é burro.

Tenho questionado muito esta coisa de relacionamentos que deram certo ou errado… Caramba! Como pode um relacionamento que foi legal durante um tempo, só porque naturalmente chegou ao fim, não ter dado certo? Ou pior, como pode um relacionanto que não é legal, que ficou crônico quase doente, mas só porque se mantém, ser um padrão para algo que dá certo?

Adoro a expressão “errar por aí”, porque dá uma dimensão real à nossa humanidade. Viver é experimentar, e ao experimentar é possível errar… Também! 50% de chance sempre. Pessoa certa ou pessoa errada, o que percebo é que em determinados momentos estamos mais receptíveis que outros para esta ou aquela experiência. Não estar na mesma vibe e desejar terminar essa relação, não significa que acertamos ou erramos. Vivemos e ponto.

Percebo que muitas das questões que me chegam por e-mail sobre como salvar o relacionamento dessa ou daquela forma, se resolveriam com um simples (que sei que não é nada simples): “Eu te amo, mas não consigo ser feliz com você. Preciso partir pra outra…”

Termino este texto voltando a um trecho da frase que deu origem a ele: “Divirta-se com as pessoas erradas!” Acredite, recomeçar nunca é fácil, dá medo, a zona de conforto vicia, mas preciso dizer também que o caminho é tão gostoso quanto o destino! Experimentar novos relacionamentos pode doer, tanto quanto trazer grande satisfação futura, tudo depende do que vem depois.

Portanto, viva o erro enquanto se diverte, esta ainda é a melhor maneira de aprender e viver a vida!


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