Antes de tudo, o que lerão a seguir é uma simples opinião dessa que escreve. Não estou julgando e tampouco fazendo apologia à pular a cerca. No entanto, a pergunta de uma leitora me levou à reflexão:
“Sou casada, amo e sinto tesão por meu marido, mas desde que conheci um grupo de amigos participo de orgias secretas. A sociedade me condenaria se soubesse,mas em minha cabeça não vejo como traição…”
Acho que trair é algo relativo. E não relativo a sociedade, mas ao casal envolvido. Descumprir um acordo é traição, fato, mas… Cada um sabe onde seu sapato aperta. Sinceramente entendo a leitora. Seu marido, independente de todo amor, jamais irá saciá-la totalmente, aliás, ninguém é capaz disso. Desejo é desejo, fantasia é fantasia, amor é amor… E não necessariamente tudo junto.
Foi-se o tempo que o conceito de matriz e filial era algo exclusivo ao sexo masculino. Mulheres tem desejos e ousam relações extraconjugais tanto quanto qualquer homem. E mais… Também querem ter um porto alegre, sem perder seu porto seguro…
Eu disse mulheres? Desculpe, generalizei, retifico: algumas mulheres, tanto quanto alguns homens também.
Trair ou não trair vai de cada um, vai do momento e vai do quanto se tem a perder (em todos os sentidos, dos emocionais aos monetários) com essa traição. Se vale o risco? Cada um sabe de si… Só deixo claro que não é exclusividade de gênero, raça ou religião…
No entanto, senti a preocupação da leitora muito mais focada no que os outros vão pensar do que na situação do marido e ela em si. Seria uma relação de aparências, tipo: “Não sou feliz, mas tenho marido?” Acho que realmente vale uma reflexão, não é mesmo?
Tem mais dúvidas? Faça a sua pergunta aqui nos comentários, na nossa seção Perguntas e Respostas sobre Sexo ou no Formspring sobre sexualidade, erotismo e sensualidade do A Vida Secreta.
PS: A foto é um trecho da esquete Inquisição Espanhola, do Monty Python.
