Lucia y el Sexo (Lucia e o Sexo)

Paz Vega e Trist‡an Ulloa, por Jóan Tomás, no Flickr

Não sei bem como começar, realmente gosto de Lucia y el Sexo (2001) de Julio Medem, pra mim é um daqueles filmes que a gente ama ou odeia e eu amei, mas mesmo que o filme fosse ruim, posso dizer que indicaria pura e simplesmente pela belíssima Paz Vega em excelente forma, tanto na atuação quanto seu corpo irretocável.

Lucia e o Sexo é daquelas obras que o título choca mais que o filme em si, há sexo, claro que há, mas é um filme até meio moralista, apesar de toda explicitude. Por trás de cada cena de sexo que acontece no filme há sempre algum mistério, alguma culpa, vidas e destinos entremeados ao acaso e dor, muita dor…

Ainda assim, este é um filme que enternece, encanta, há sexo, mas há poesia, nos faz empáticos quanto aos sentimentos, prazeres e sofrimentos das personagens e suas desgraças em efeito dominó.

(…) A figura central, apesar do título, é Lorenzo, um escritor. No começo do filme ele está em crise. Telefona para a namorada, Lucia, e sofre um acidente.

Uma bem amarrada série de flash-backs mostra sua relação com outra mulher, o inusitado início de namoro com Lucia, o envolvimento com uma história escrita por ele a partir de situações reais, a interferência dessa história em sua vida e uma tragédia ligada tanto a seu passado quanto a sua literatura.

Por trás de todos esses acontecimentos, ou à frente deles, está o potencial mobilizador do desejo. Ele gera vida e morte. Desperta fatos e ilusões. Em uma das melhores cenas, Lucia diz durante o orgasmo: ‘Assim eu morro’. Vida demais para ser concentrada em um instante. Sexo como subversão do ordinário.

Lucia e o Sexo é daquela rara espécie de filme, hoje quase em extinção, cuja amplitude precisa ser absorvida sem tanta objetividade. Permite ao espectador a tarefa de preencher os hiatos premeditados pelo autor e deixar a subjetividade mediar a relação com as imagens. (…)

Leia o texto completo de Cléber Eduardo para a Revista Época , clique aqui

E se tudo o que leu acima sobre o filme ainda não o convenceu de que vale a pena assistir, segue abaixo o trailer. #ficadica

PS – Está na minha lista para assistir Habitacion en Roma (2010), do mesmo diretor, uma versão lésbica de En La Cama, que teve até versão brazuca com Gianechini e Paola Oliveira e se passa todo num quarto de hotel