Ken Park, de Larry Clark, é um filme que tem sexo, mas não é um filme erótico. Se em Shortbus temos um filme onde o sexo e mesmo os problemas à partir dele são resolvidos de uma maneira totalmente alto astral, em Ken Park é exatamente o oposto.
O filme, que se passa em Visália, subúrbio da California, mostra pais e filhos desajustados. E, sinceramente, tem que ter estômago para assistÃ-lo do começo ao fim.
Larry Clark conseguiu unir em um só filme, conflitos (suicÃdio, pais negligentes, MILFs, incesto, homossexualidade, asfixia autoerótica, psicopatia, sadomasoquismo, ménage-à -trois, gravidez adolescente…) que Almodóvar dissecaria um a um e talvez fosse indicado a um Oscar por isso, mas o que conseguiu foi uma certa náusea no expectador, e… Certamente um bom buxixo (debate) posterior.
O sexo apresentado no filme é sempre conflituoso, traumático… Curiosamente, a cena mais leve é um sexo grupal, que acontece no fim, mas todo o resto é muito denso e tenso. A menção à ereção quando o molequinho psicopata mata os avós é totalmente desnecessária e doentia.
Se o tema “mundo cão†te excita. Vá em frente, mas… Esteja preparado para assistir cenas um pouco fortes. No entanto, confesso, é o tipo de filme que vale ser visto até mesmo para criticá-lo.