
Tinha tudo para dar errado. Não achava meu celular, caÃa uma chuva terrÃvel parecendo que ia desabar o mundo, minha mãe reclamando em meu ouvido a cada um minuto porque eu iria sair em meios aos raios e trovoadas. Enfim, parecia um pesadelo aquele encontro. No entanto, quando o carro chegou e ele abriu aquele sorriso, toda a insegurança se desfez.
Era nosso primeiro encontro real e apesar de não ser muito apegada a etiquetas sexuais, não ia negar que nossas conversas ao telefone já haviam me deixado cheia de tesão e, sinceramente, o que desejávamos um do outro era realmente uma boa trepada. E então, no meio daquela chuva toda, resolvemos que o melhor lugar de conversar era o motel, e foi.
Lá nós jantamos, conversamos, namoramos, e quando enfim trepamos, já nos conhecÃamos há anos e não apenas horas. Eu não sei muito bem explicar isso, tem pessoas que até rola uma empatia, coisa e tal, mas trepar que é bom, nada! A gente nunca chega aos finalmentes. Enquanto outros, como era o caso de J.C., era na hora. Acho que tudo o que podia rolar entre homem e mulher rolou entre nós. A exceção de “fio terraâ€, ele me disse que se eu quisesse vê-lo broxar, bastava meter o dedo em seu cu. Imediatamente o pau ia abaixo. E eu, que não sou boba, passeei bem longe, é claro.
Uma das especialidades do J.C. era chupar, ele era um adorador, como diz o Pequenos Delitos. Chupava uma xota com uma vontade, que era impossÃvel não jorrar de prazer naquela boca. Ele se acomodava entre minhas pernas e delicadamente me dedilhava, lambiscava, chupava, me bebia… Gozei umas seis vezes ao longo da noite apenas em sua boca e teria gozado mais seis se tivesse passado o dia também. E lembro bem que quase que o encontro não acontece, porque eu estava deixando os pelos da virilha crescerem para fazer depilação à cera, quando ele marcou o encontro. E eu muito sem graça, comentei o fato e ele por telefone disse: “Apenas, venha! Eu amo xota de qualquer jeito, e estou morrendo de vontade da tua…â€, e eu fui. E não me arrependi!
Até hoje eu não sei o que deu em mim para não querer um segundo encontro com ele. Se existisse um homem que fosse tudo o que eu queria na cama era ele, ou se não fosse, pelo menos entenderia bem todas as minhas doidices. Aquela noite tinha tudo para dar errado, mas deu tão certo que acordei ao seu lado. Mal-humorada e calada, como sempre acordo e doida que ele sumisse da minha frente. Cheguei em casa sorrindo, mulher bem-comida agüenta tudo, até chateação da famÃlia. E ainda em estado de graça, devido a deliciosa e insone noite, minha mãe comentou irônica: “Pelo sorriso estou vendo que valeu a pena sair naquela chuva, né?!â€, e como quem cala consente… Eu calei.