Valentine’s Day

Aviso, este não é um post safado! Estou num dia bem romantiquinho… rs…

Imagem: Interracial Couple, por InterracialMarriage111, no Flickr

Amanhã, 14 de fevereiro comemora-se o Valentine’s Day, o Dia dos Namorados no resto do mundo, exceto no Brasil (que é comemorado em 12 de junho, véspera do dia de Santo Antonio). E apesar de ser para muitos apenas mais uma data comercial sua história é linda.

Está na Wikipedia: Valentim foi um Bispo prafrentex que viveu no século III e, apesar da proibição do imperador Cláudio II de não celebrar casamentos durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes, continuou casando os apaixonados secretamente, inclusive ele próprio (safadinho… rs).

Imagem: Beijo Bitoca, por Ulisses de Castro, no Flickr

É lógico que pra ser mártir, o tal moço tinha que sofrer, né?! E por seus atos foi julgado e condenado ao decapitamento (ui!). Conta a história que durante a sua prisão, jovens lhe enviavam flores e escreviam bilhetes, dizendo que ainda acreditavam no amor. Amor este que, mesmo às vésperas de sua morte anunciada, aconteceu na vida do tal Bispo Valentim…

Enquanto esteve encarcerado, Valentim se apaixonou pela filha de seu carcereiro, uma jovem cega que – por um milagre daquele que seria o santo dos apaixonados – voltou a enxergar. Ao que parece, para receber os bilhetes apaixonados do prisioneiro que sempre assinava ao final dos seus bilhetes: ” Do seu: Valentim!”

Imagem: Day 62~365, por Sunshine Stacey, no Flickr

E como todo amor romântico tem um fim trágico, com São Valentim não foi diferente, ele foi decapitado em 14 de fevereiro do ano 270. Morreu o homem, nasceu o mito.

Ah, e eu disse que esse não seria um post safado, né? Bem…

Um dado interessante sobre a data, é que ela coincide com rituais pagãos (como quase todas as datas ritualísticas da Igreja, né?), na verdade com as vésperas dos Lupercais, festas celebradas em honra a Juno, deusa da mulher e do matrimônio, e também de Pan, deus da natureza.

Imagem: Hadar e Adam, por Raphael Perez, no www.gaypaintings.com

E uma dessas honrarias, digamos assim, era uma espécie de procissão, onde os sacerdotes andavam pelas ruas da cidade, dando chibatadas nas mocinhas casadoiras (MaleDom?) com correias de couro (ai!) para assegurar a fertilidade. A associação com a fertilidade viria de as chicotadas deixarem a carne em cor púrpura. Essa cor representava as prostitutas sacerdotais. (Pronto, mais sub impossível!)

É ou não é um cerimonial bastante sadomasoquista?

Inspirações sadomasô à parte, acho que a mensagem original da data, bastante deturpada ao longo dos anos por conta do comércio (nem preciso dizer que foi a digníssima nação norte americana que transformou  a data na mais importante para o comércio depois do natal, né?) é belíssima.

Imagem: Odara, por Andre Cherri, no Flickr

Particularmente eu nem sou a maior entusiasta dessas datas apaixonadinhas, afinal sempre estou só nestas épocas, mas… Fica o meu recado:

Independente de gênero, raça, idade ou religião: Ame! Apesar de achar que é bem possível ser feliz sozinho, confesso, é muito melhor ser feliz juntinho.

Feliz dia dos namorados a todos.

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