Cada diretor tem seu estilo na hora de rodar uma boa cena de sexo, mas em se tratando de Almodóvar, sempre espero por algo saboroso, seja um fetiche, seja um tabu. Em “Matador†filme rodado em 1986, mostra o diretor em começo de carreira, e sua marca pessoal, um clima de tensão constante, que precede algum ato bruto, cruel, e, excitante.
Antonio Banderas está no elenco, mas quem brilha mesmo, é a fotografia, com closes e tomadas bem ao estilo Hitchcock, sem rodeios.
O filme já começa bem, unindo dois conceitos que ativam nossos nervos, o terror e o tesão. A mim, particularmente, agrada bastante. Foi essa sensação gostosa que trouxe o filme à minha memória. Em cada cena, no canto de cada olhar, há uma intenção suja enrustida. Os diálogos, sussurrados em espanhol ajudam no clima.
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Um ex-toureiro acidentado, não consegue parar de matar, e gosta de tratar suas mulheres como os touros, ele as estrangula durante a transa, no momento em que gozam. Ao mesmo tempo ele encontra sua rival feminina, ou melhor, sua alma gêmea, com o mesmo modus operandi, protagonista da melhor trepada mortal do filme.
E então, os dois se conhecem, ela como advogada, ele como criminoso. Sorte deles que são almas gêmeas. Esse clima de morte em meio a tanto tesão contido é irresistÃvel para mim.
Os franceses têm uma definição ótima para o orgasmo, “la petit mortâ€, ou seja, uma pequena morte. Um momento inebriante, em que estamos ali, numa entrega total, de corpo e alma, até mesmo a um assassino, contanto que ele nos proporcione intenso prazer.
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