Domingo passado, dia 29/05, o A Vida Secreta teve a oportunidade de participar de uma mesa de debates sobre Sexo e Internet no PopPorn Festival, que debateu pornografia e erotismo sob diferentes óticas (filmes, exposições, debates, workshops…) e aconteceu em SP entre os dias 26/05 e 02/06.
#FicaDica do making off do workshop sobre como gravar um filme pornô caseiro. Ministrado pela galera do XPlastic e clicado pela fotógrafa Amanda Tavano.
Evento que, sob o meu ponto de vista, não recebeu a devida atenção da grande mÃdia (rádio e TV), mas felizmente foi bem coberto pelas mÃdias sociais (blogs, redes sociais, mÃdia online), que já tem uma autonomia e não só influencia, como dá suporte. Tanto que o saldo geral foi extremamente positivo e, certamente, já deixou uma expectativa pelo próximo festival.
Sexo @ Internet – PopPorn Festival
A mesa (tanto quanto a audiência) era qualificada e bastante heterogênea, formada por segmentos diferentes relacionados ao sexo internético.
A começar pela mediadora, Carol Parreiras, doutoranda da UniCamp com o tema Sexo e Internet. Além do A Vida Secreta, que representava o segmento de informação sobre sexo, havia também duas vertentes do entretenimento. Erik Galdino, do site de relacionamentos Disponivel.com voltado ao público gay e Chris Lima, performer da dupla Fetish Doll’s que começou como stripper virtual, e hoje usa o site, entre outras mÃdias sociais, como suporte de divulgação do seu produto (o show).
Alguns pontos debatidos no evento:
- Sul e Sudeste ainda é a prevalêcia na audiência, apesar de estar mudando. A inclusão digital, computadores e gadgets a preços  cada vez mais acessÃveis, entre outros fatores estão democratizando cada vez mais a acessibilidade digital.
- O que leva a outro ponto relacionado ao conceito da cauda longa e sua aplicação em nossa sexualidade, esta acessibilidade de consumo, interação e informação facilita ou atrapalha o relacionamento interpessoal? Afinal de contas, a facilidade de seleção está nos levando a um check list, excluindo antes de conhecer? Uma segmentação de nichos e micro-nichos. (ex: Fetiche – Podolatria – Chulé)
- Os fetichistas presentes no evento comentaram que não se sentem tão representados em sites de relacionamento, exceto em redes especÃficas como o FetLife o que fecha de certa forma a um gueto, mas… Será que nós, fetichistas, estamos preparados para dar as caras assim, em aberto, das nossas vidas secretas? Sei não…
- “Os adolescentes não tem hormônios†ou pelo menos não para a justiça e os legisladores. Afinal, é o cúmulo que a legislação vigente considere que um adolescente de 14, 15 ou 16 anos, não tenha o direito de acessar sites de sexualidade em busca de informação (sob penalização dos mesmos). A falta de uma legislação especÃfica leva aos próprios sites a terem um cuidado especial como conteúdo. E exatamente por isso, todo cuidado nunca é demais. Veiculação de imagens, comentários, e outros…
- Um ponto interessante, apesar de toda a liberalidade da audiência, ficou claro que todos tem o seu limite. E exatamente por existir estes limites se faz tão importante um debate como este. Pois nos ajuda a respeitar as diferenças. Um exemplo, quando foram comentados temas como bareback e menofilia, não era incomum a cara de desaprovação ou nojo de alguns. E este ponto, não chega a ser negativo, ter limites é natural, conviver com as preferências alheias, deveria ser também.
É lógico que muito mais coisa foi comentada, mas… Se você não foi, perdeu!!!
A imagem do post é de Tino Monetti, e está no site oficial do evento. Se quiser ver mais momentos do festival, clique aqui! O Edu Castellini também postou mais imagens da mesa de debates sobre Sexo e Internet em seu Facebook, se estiver logado clique aqui!
