Quando o assunto é sexo real em cinema convencional, se existe um filme antológico que não pode faltar em qualquer lista, este é drama erótico: O Império dos Sentidos (1976) de Nagisa Oshima.
Como bem lembrou a querida Angélica Hellish em nosso PodCast de Sexo especial sobre Cinema e Erotismo,  depois dele nunca mais olhamos para um ovo cozido de maneira inocente…
Porque O Império dos Sentidos é assim, um filme que choca, quase enoja alguns, porque o sexo do outro é que nos provoca isso, o nosso, ah, é nosso… rs.
O filme conta a história real entre Abe Sada e Kichizo. Ela, uma ex-prostituta, ele o dono da propriedade em que ela vai trabalhar como empregada e que eventualmente se põe a observar os siricuticos amorosos dele com a esposa. A relação começa descompromissada, mas logo vai se tornando obsessiva.  Ambos se envolvendo de maneira intensa e co-dependente. Onde o sexo se transforma quase numa tentativa de simbiose total e irrestrita, como se fosse possÃvel.
Cenas de sexo totalmente explÃcitas. E mais, que foram gravadas em um clima quase sagrado, afinal foi baseada em uma história real de 1936.
Em O Império dos Sentidos voyeurismo, exibicionismo, menofilia, pompoarismo, urofilia, sadomasoquismo e asfixia erótica acontecem para contextualizar esta relação de amor total, paixão extrema, verdadeira antropofagia sexual que termina de maneira trágica.
Sem muitas palavras, apenas a indicação. ImperdÃvel.
