Romance e Anatomia do Inferno – Catherine Breillat

E continuando os comentários sobre filmes de sexo explícito no cinema convencional seria impossível deixar de comentar os de Catherine Breillat.

Em 1999 com o filme Romance, a diretora – que chegou a participar como atriz no antológico Último Tango em Paris, de Bertolucci – trouxe novamente o debate sobre cinema e sexo explíto, talvez com a mesma força que foi debatido nos anos 70, com Império dos Sentidos.

No entanto, foi com Anatomia do Inferno, baseado em seu livro Pornocracia (livro que chegou a ser censurado em Portugal graças à capa “pornográfica”, uma pintura de Gustave Coubert)  que a diretora conseguiu levar o debate a um ponto bastante acalorado. Onde termina a arte e começa a pornografia e vice-versa.

Em seus filmes, o sexo tem um sentido quase filosófico de tanto que é analisado e questionado. Suas personagens são sempre muito densas, quase (?!) sofridas pela condição de ser mulher, mas sobretudo parecem estar presas em si mesmas e usam o sexo e a exploração da sexualidade para refletir sobre si mesmas, como um canal de libertação.

Em 2009, a diretora resolveu fugir  um pouco do seu estilo “debate sexo cabeça” e ousou  criar versões  feministas  de contos como Barba Azul e Bela Adormecida, de Charles Perrault. No entanto, por aqui, não são os contos de fada que mais nos interessam… rs.

Decidi comentar apenas dois de seus filmes, Romance e Anatomie de l’Enfer (Anatomia do Inferno), ambos com participação do famoso ator pornô Rocco Sifreddi. Basta acessar os links, clicando nos nomes acima ou imagens abaixo: