Este é um texto antigo, fez parte do blog Sexo Verbal em sua primeira versão. Já postei por aqui outros textos meus que figuraram um tempo por lá (Lingerie Sexy para Todo Tipo de Corpo, Se Minha Roupa Falasse e Kit BDSM Criativo , mas faltou este. Espero que gostem.
Que tal um joguinho bobo? Uma associação livre de palavras a partir de um tema? Eu digo a palavra e brincamos citando elementos que nos remetem a ela, ok?! A palavra é… BDSM
BDSM na verdade uma sigla que engloba práticas de BD: Bondage e Disciplina, DS: Dominação e Submissão e SM: Sadismo e Masoquismo.
Pra começar eu mesma cito alguns itens que fazem parte do meu imaginário.
Preto, couro, látex, cordas, correntes, cinto de castidade, corsets, salto alto, botas, vinil…
Viram?! É curioso como, pelo menos no meu caso, o BDSM está diretamente ligado à moda, na verdade a uma estética fetichista. Tenho certeza que se cada um de vocês enumerar sua lista relacionada ao BDSM, os elementos vão mudar aqui e ali, mas vai existir uma certa coerência.
O BDSM como estilo já faz parte do nosso imaginário, seja ele na imagem do Dominador ou do submisso. Não é à toa que os ensaios de moda abusam deste estereótipo. Clique nos links para ver exemplos nestes ensaios de moda da Lady Gaga e Adriane Galisteu, ambas um fetiche só!
BDSM Style
A cena BDSM tem seus figurinos especÃficos. Um fato interessante é como esta estética muda radicalmente, masculino e feminino, se alternarmos os papéis do jogo. Ou seja, enquanto a figura feminina da Dominadora é uma deusa inatingÃvel para ser temida, adorada e sua sedução é imponente e poucas vezes explÃcita (insinuando e exibindo partes do corpo e nunca o todo), a submissa é o brinquedo erótico sedutor, instigante e à disposição dos olhos e das mãos.
Isso também acontece com a figura masculina, o estereótipo do Dominador quase sempre é apresentado como alguém que impõe respeito com a estética austera, seja vestindo couro em um visual mais hard ou trajando um bem alinhado terno e gravata de maneira sóbria, mas extremamente imponente. No caso do submisso, assim como a mulher, seu corpo é muitas vezes despojado de vestes para um completo “manuseio da peça” ou, no caso de fantasias de feminização forçada, obrigado a vestir trajes femininos.
Os acessórios são algo de representatividade fortÃssima. Coleira e algemas são quase uma peça de roupa, no caso do submisso, assim como o salto alto (no caso da Domme) e o chicote fazem parte da indumentária do Dominante. Elementos como cinto de castidade, prendedores de mamilos e outros objetos de tortura BDSM, se olharmos por um ponto de vista estético, funcionam como adornos.
Para alguns submissos, por exemplo, não ostentar a coleira durante uma cena BDSM é algo como um castigo, como se estivesse despido, sente-se mais nu do que com a própria nudez. Aliás, o que é o Bondage e o Shibari senão, além da tortura da imobilização, uma maneira de vestir o submisso com amarrações tão diversas que é possivel até criar “estilos”?
Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum…
No entanto, se existe uma regra é que cada um tem seu estilo, cada um tem a sua maneira própria de vivenciar a sexualidade, os fetiches e porque não dizer, uma estética própria.
Tenho horror à ditatura, principalmente de estilos. Portanto, se o seu BDSM é praticado com roupas coloridérrimas, se você curte amarrar o outro com meias de seda coloridas e usa espinhos de rosas ao invés de agulhas, relax… Não fumamos Free, mas ainda assim temos alguma coisa em comum.
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* As bem produzidas e divertidas imagens que ilustram o texto são do site Fetish Dolies.




