Segundo dia de carnaval e eu tenho que confessar, não aguento mais as marchinhas e nem os sambas enredo. Já fui muito, muito carnavalesca mesmo. Era a foliã das foliãs. Os carnavais foram responsáveis por “ficadas” memoráveis, todas com gostinho de transgressão, algumas com um sabor ainda melhor de primeira vez.
A cadência do samba tem o dom de aproximar as pessoas, os quadris e os olhares dançam seduzindo. E quando os corpos se unem, o suor é apenas mais um afrodisÃaco. Encostar-se em um corpo suado, “no” corpo suado do objeto de desejo no carnaval é algo indescritÃvel. E quem fizer cara de nojinho é porque não teve a oportunidade de viver nada assim. Seduzir com o olhar à distância, aproximar o corpo, e se esfregar deliciosamente…
Juro que lembrar disso até bateu certa saudade. Saudade de um tempo onde via os homens apostando entre si se eu era travesti ou não por causa da minha altura e perfeição dos meus seios sob o sutiã delicadamente bordado…
No entanto, como eu disse antes essa época vai longe, muito longe. E neste momento (hoje é Valentine’s Day, o dia dos namorados em outros cantos) eu só queria mesmo me trancar em um quarto sozinha com um grande amor e fazer um delicioso retiro sexual (é… ainda não foi dessa vez). Sob a cadência de outro tipo de música, ritmos deliciosamente gostosos para embalar um gostoso amasso.
Há alguns dias comecei a ver uma série de 2007, Men in Trees, algo que na tradução ficou como “Homens à s Pencas“. Onde uma escritora e treinadora de relacionamentos com dois livros editados, que ensinava mulheres a como se relacionar reconhecendo os sinais que os homens (não verbalmente) enviam para nós, descobre (por acaso) que foi traÃda pelo noivo à s vèsperas do casamento. A sua relação perfeita cai por terra e seus conselhos também. Ela vai parar no Alasca para dar uma palestra em uma cidade que tem 10 homens para cada mulher, descobre que não entende nada de homens e fica na cidade para escrever seu próximo livro, sobre homens, e (é claro) se apaixona por um carinha da região.
Bem, não vou me aprofundar mais, a série teve apenas duas temporadas e eu estou assistindo, não pela safadeza, pois nem tem, mas pelos diálogos que fazem gritar as diferenças entre homens e mulheres e no quanto ambos fazem um grande esforço para se entender. Está valendo para que eu me conscientize que nós mulheres falamos demais o que sentimos e os homens sentem mais do que falam.
Bem, um ponto muito positivo dessa série é a trilha sonora e eu pensei em partilhar com vocês um episódio em especial, o n°5 da 1ª temporada, Talk for tat, onde uma onda de calor no Alasca esquenta mais que corpos, a sensualidade das pessoas. Achei a trilha uma graça, da inicial e safadinha You’re so damn hot, do Ok Go, mas em especial a música Overdue , do Bitter:Sweet. Sem contar que termina com a delÃcia alto astral, Put your records on, com Corinne Bailey Rae.  Segue abaixo uma playlist, bem diferente do alalaô vigente para, quem sabe dar um toque safadinho aos que (como eu) estão em casa (mas diferente de mim) acompanhados. Divirtam-se, só não esqueçam a camisinha!
E você? Que tal algumas dicas de músicas bem gostosas para ouvir juntinho?!