Fazer sexo é uma delÃcia, com quem amamos então! Hummmm… No entanto, se pararmos para pensar nos riscos, esforços, consequências… Affff! MorrerÃamos todos celibatários. Julia Reyes, mais uma vez abre o verbo expondo seus questionamentos e nos leva a mais reflexões. Seus pensamentos soltos, situações cotidianas nos levam a lembrar que toda mulher,  se ainda não passou, passará por algo assim um dia. Quase sempre sorrindo e com um sorriso nos lábios. Afinal, dá um prazer danado proporcionar prazer…
Dedo-duro
Tem coisas que a gente faz sem pensar que é melhor deixar assim, nunca-pensadas mesmo. Porque se a gente começa a racionalizar demais acaba percebendo que a verdade é aquela mesma, tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda, e se não for nada disso certamente vai fazer mal à saúde.
Você, mocinha fogosa, imagine aquela cena clássica, vocês dois no carro, enquanto ele dirige com uma mão com a outra vai te bolinando, segue calcinha dentro e vem sentir com os dedos as suas doçuras. Bom, né? Agora pare de imaginar e pense: o volante do carro é limpinho ou ninguém fica passando álcool ali o dia todo? E as chaves do carro? A carteira? Onde estiveram aqueles dedos antes de passearem dentro de você?
É o tipo de coisa que é melhor fingir que pertence a uma realidade bem distante ou não há tesão que sobreviva. Por outro lado, sei lá, a região é delicada, quentinha e úmida, um ninho amoroso para toda sorte de bactérias. Na pressa das vontades angustiantes a gente nem repara, mas depois, pensando a frio, confesso certa preocupação.
Intervenção da B.
Mulheres são delicadinhas, né? Não é à toa que a indicação do exame Papanicolau (o famoso “preventivo”) é anual. Sabe como é… Como a Julia disse acima somos um ninho para toda sorte coisinhas. Algumas deliciosas (que nem preciso citar)  e outras nem tanto (como a vaginose bacteriana, por exemplo). Bactérias como Gardnerella Vaginalis são naturais à flora vaginal. O problema é quando a coisa complica e por isso o controle preventivo é  tão necessário. Cuidado e canja de galinha não faz mal a ninguém. Manter seu exame preventivo em dia é primordial para a saúde sexual e para o seu prazer também.
Essas coisas que o tesão, a paixão ou a vaidade nos levam a fazer me intrigam. Depilar as narinas, quem curte? A virilha, ou o peito, conforme as necessidades e gostos do freguês. Um pouco de sofrimento como moeda de troca para a atenção alheia.
Aquela posição XYZ que seu parceiro adora, mas que no dia seguinte te faz sentir que o ácido lático é quem manda. A cãibra calada, driblada até o último gemido alheio para então se estirar os músculos num “uf†dolorido.
Uma amiga reclama que o marido demora uma eternidade a gozar, ela cansada, esfolada, se esforçando no “rebola, cadelaâ€. Outra diz que o marido não trepa, que não tem muito interesse, e por paixão ela segue sublimando.
Essa me escreve desesperada porque precisa aprender a dar o cu, o marido quer porque quer e ela morre de dor; a outra conta que enlouqueceu e chupou até a última gota o colega de trabalho que lhe deu carona.
Emoção, quando bate forte, é assim mesmo: tira a gente do sério. Quem, dopado de endorfina e adrenalina, não achou que o céu era o limite do desejo? É importante se respeitar, tanto para as loucuras quanto na vida prática, mas, quando o bicho tá pegando, como pensar em bactérias, danos morais e que tais?
De repente trepar pode parecer um evento complicado: há que se preparar para o ato, minimizar os riscos de doenças, potencializar as fantasias, cuidar do prazer próprio e alheio, tudo envolve riscos e questões, o antes, o durante e o depois. Parece cansativo? É, mas, o povo por aà continua dando seus jeitinhos e achando que vale a pena.
Há quem diga que eu penso demais. Será? Sempre acho que o grande segredo está no agir, buscar um equilÃbrio que seja fÃsica e psicologicamente saudável, dentro dos limites de cada um. O ser humano é complexo, sua vida sexual não podia ser diferente. E vocês? Como se sustentam nas cordas bambas do erotismo? Por favor, escrevam, contem, opinem.
Até a próxima,
Julia Reyes
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Julia Reyes é uma mulher chegando aos quarenta, tem um marido, um filho, um emprego, uma casa, um coração apaixonado, alguns amigos e muitas dúvidas.
