Esqueça as “miguxices” do tipo: “Ohhhh, ele não é um foooooofo?!“. A fofura a que me refiro são os quilinhos a mais. Sim, aqueles que em proporções menores e menos perigosas provocam o famoso “calo sexual” ou a “pancinha“, como virou moda chamar, mas que em casos extremos chega ao ponto de necessitar de isca e anzol para encontrar o “instrumento” para um singelo pipi. Brincadeiras à parte, este post é uma espécie de Era uma vez uma Gordinha Rulez, versão masculina.
O gordinho e a sexualidade
puxa, só vi manifestações sobre gorduchas, e os rapazes? não sou “especialista†em rapazes rechonchudos, mas não deixaria de “rolar na relva†com um que fosse divertido, sexy e inteligente. A revista VICE, recém-lançada no Brasil, tem em sua segunda edição uma série de fotos de moços roliços nús , feitas por Jamie Lee Curtis Taete. As imagens são bem cruas, provocadoras mesmo. Vale a pena ver. Tem uma delas aqui.
Sugar Babe

Desde que recebi este comentário no texto sobre gordinhas (acima citado) fiquei pensando como abordar o tema. Penso exatamente igual a Sugar Babe, mas… Queria ser muito otimista quanto ao todo, mas não dá. O gordinho em nossa sociedade é muito discriminado de um modo geral, quanto mais sexualmente. Homens, mais que mulheres, e isso é um fato.
Adolescentes obesos sofrem, entre outros problemas, com a ginecomastia e costumam ser chacota da turma. É uma espécie de bullying psicológico, que se o menino não tiver uma boa estrutura vira ostra mesmo! Sexo
? Só mesmo o 5 contra 1
de sempre ou com profissionais. Felizmente há exceção, se este gordinho for inteligente e espirituoso, e o “ser sexy” vier no vácuo, mas ainda assim, só para aquelas que tem a sensibilidade e felicidade de “comprar este pacote fechado” e sair no lucro.
O gordinho “desde sempre” é diferente do gordinho “desde então”, daquele cara que a vida foi aos poucos transformando em fofinho. De certa forma, mesmo que bata certa insegurança com a estética, ele já sabe que é mais que seus kgs. Se mandava bem antes, continuará mandando bem fofuchinho, talvez até melhor. Uns deliciosos safados. Acreditem, esse culto à magreza é algo recente, meu pai foi magro uma vida e sua maior alegria foi quando, aos quarenta, começou a ostentar uma próspera (segundo ele) pancinha que ele chamava de “calo sexual”.
Já o gordinho “desde sempre”, aquele que cresceu sendo discriminado, dificilmente tem uma autoestima em alta para sobrepor certos preconceitos sociais sem ajuda psicológica. Brincadeiras em cima da sexualidade que iniciam na questão estética e passam por humilhações sociais,  vão aos poucos zombando também da potência, performance sexual, tamanho do pênis e  podem minar a possibilidade de uma vida sexual saudável. Realmente é um assunto sério…
Pela minha vivência, ouso dizer que (infelizmente) só na idade adulta, quando temos prazer e orgulho de sermos indivÃduos e não só parte de um grupo com necessidade de aceitação (como acontece na adolescência), preconceitos são mais facilmente superados. Seja por superação própria ou por meio de psicoterapia.
Eu, os gordinhos e o sexo
Pra começar preciso dizer uma coisa. Não me orgulho em admitir que na adolescência nunca me envolvi com um gordinho para algo mais que amizade. Sim, também eu era boba e preconceituosa. No entanto, logo percebi a grande besteira e ousei mudar meus conceitos. O que foi extremamente proveitoso para mim. Desde então já me relacionei com alguns gordinhos, como me relacionei com magrinhos, baixinhos (estes sim foram uma superação pra mim, qualquer hora falo disso), altinhos… Hoje, me relaciono com pessoas, felizmente, e não com estereótipos. Isso aumenta muito o meu leque de opções.

Sexualmente minha história com fofuchos sempre foi muito agradável, nunca saà de uma cama insatisfeita. Sabe lá porque, todo gordinho que me relacionei era realmente tudo de bom! Todos, sem exceção eram criativos, atenciosos, exÃmios no sexo oral, a maioria deles extremamente sensÃveis e eficientes na masturbação e, no caso daqueles que eram realmente obesos, nem mesmo a penetração era algo complicado. É claro que é preciso ser criativa na hora H, mas isso, até gente com 12% de gordura no organismo tem que ser, senão não é sexo: é rotina. Além do que, homens mais pesados que eu tem um diferencial que, apesar de muitos brincarem sobre a questão dos “dois prazeres” (um quando goza e outro quando sai de cima), é realmente um prazer ser “coberta” por um homem relativamente maior e mais pesado que nós, até o “papai/mamãe” é mais gostoso.
Se existem pontos negativos? Existem, claro. Não no caso da tal pancinha e do sobrepeso em si, a menos que esta barriga fique maior do que deveria. De pancinha vire barril e coloque em risco mais que a estética. Incomodar não incomoda, mas… Infelizmente a obesidade é uma sÃndrome que traz no pacote um monte de coisinhas chatas, entre elas a hipertensão, cardiopatias, hepatopatias e diabetes.
Sinceramente, a estética de um homem inteligente, interessante e que nos faz gozar é o que menos nos importa, mas a saúde… Putz! Já passei sufocos em dúvida se o cara arfava de prazer ou beirava um piripaque… 😉 Isso sem contar o susto de encontrar um literal “pau-doce”, pois uma particularidade que os diabéticos tem é a porra levemente adocicada.
Fat Fetish
E como fetiche é uma coisa tipicamente masculina, os adeptos do Fat Fetish são basicamente (mas não exclusivamente) homens. Tanto preferindo as gordinhas (BBW – Big Beautiful Woman), como preferindo os gordinhos (Chubs). Por favor, entendam, não estou dizendo que mulheres não gostam de gordinhos, estou me referindo ao fetiche, esta coisa de adorar determinado objeto, parte do corpo ou particularidade e ter prazer sexual com isso.

Uma das facetas mais conhecidas desse fetiche/adoração por gordinhos é Cultura Chubby, uma espécie de paixão por gordinhos composta basicamente de bissexuais e homossexuais masculinos. Não é incomum encontrat na net foruns, sites e blogs sobre o assunto onde encontramos tanto adeptos Chub for Chub (gordinhos que só se interessam por gordinhos), quanto Chubby Chasers (bi ou homossexual masculino de peso médio que só se interessa por gordinhos). Ah, sem esquecer os Bears (ursos), aqueles gays gordinhos e peludos, tipo o Marcelo Arantes, ex-BBB.
Fofuchos e saborosos
Bem, acho que já falei muito de mim e dos fofuchos. Cada um tem direito a ter a opinião que quiser. Preferir, não gostar… Opinião é opinião, né?! Deixe a sua nos comentários. Segue abaixo alguns links garimpados na net, de gente que também “rolaria na relva” com um gordinho interessante.
Os gordinhos são os melhores – Este post no Diário do Solteiro é um verdadeiro Up na autoestima de qualquer gordinho. Tenho que concordar com a menina que diz que abraço de um fofinho é muito gostoso. Hummmmm.
Chubarama – Um blog, em inglês, que mostra de tudo um pouco deste universo “Chubby”. Campanhas publicitárias, assuntos relacionados, sem contar os links da lateral que são, no mÃnimo, um convite ao voyeurismo curioso.
Stocky Dude – Se você é fã de gordinhos, este site é “o” lugar. O público alvo é bem aquele, Chub for Chub / Chub Chaser, mas eu particularmente adorei. Não sei se eles me pegariam, mas que eu pegava uns gordinhos daqueles… Ah, pegava!