O texto abaixo foi postado em janeiro de 2008 e apareceu aleatoriamente naqueles posts relacionados de fim de página. Reli e achei bem interessante repostá-lo. Deixo em aberto os comentário, para quem quiser acrescentar ou discordar de algum dos perfis.
Uma roupa diz mais que mil palavras
Uma coisa que poucos sabem é que em meu lado A sou Designer de Moda. E enquanto uns observam o outro por observar, eu observo por que faz parte do meu trabalho perceber as sutilezas, as mensagens subliminares, os detalhes na maneira de vestir e passar uma mensagem através da imagem. Na faculdade, cheguei a ter uma matéria que estudava o aspecto psicosocial da moda. Passear pelas ruas pra mim é algo interessantÃssimo, pois nela eu percebo novas tendências e comportamentos. Somos verdadeiros outdoors de nós mesmos e sequer percebemos.
É lógico que em nosso dia-a-dia, a menos que tenhamos profissões incomuns, como a minha, que permitam uma maior expressão no vestir, costumamos ser mais sóbrios e não expressar muito da nossa vida secreta. É mais adequado e seguro agir assim. No entanto, quando nos vestimos para ocasiões sociais tudo muda. A necessidade de expressão, de mostrar quem somos, entra em cena e (com ou sem intenção) enviamos mensagens ao outro.
A Gordinha (Sexy)
Toda gordinha abusa nos decotes. Naquele desnudamento, mesmo as mais tÃmidas, dizem (sem dizer) que não precisam estar em forma para serem sexualmente interessantes. A insinuação de um decote remete a outra forma de preferência nacional (o que é a fenda dos seios senão uma deliciosa insinuação à bunda?) e mesmo que todo o corpo esteja discretamente coberto já passou ali o seu recado de que está na área.
O “muderninho” (sexualmente alternativo)
Mais que mostrar o quanto são descolados em suas roupas, tatoos e piercings, o “muderninho” quer mostrar que independente de ter um estilo vintage (um compulsivo comprador de brechós), tecno (um apaixonado por látex e outras “mudernices”) ou um hÃbrido dos dois, ele é um ser sem rótulo. Completamente receptivo à s novidades e possibilidades do jogo sexual. Pode eventualmente ser sadomasoquista, bissexual, swinger ou qualquer outra expressão da sexualidade, não por convicção, mas porque experimentar o novo é excitante. Mesmo que nunca mais volte a fazê-lo.
O sexy (questionável)
Desconfiem dos que se vestem de maneira excessivamente sexy. Overdose de transparências, metros de pernas e barriga de fora, peças muito colantes e/ou evidenciando detalhes da anatomia (seios, bundas, paus e coxas)… Tanta necessidade de auto-afirmação pode ser roubada. Se uma pessoa, homem ou mulher, necessita usar uma etiqueta dizendo “sou sexy” é por que na verdade tal faceta da personalidade não está tão bem resolvida assim. Digo por conhecimento de causa, as pessoas mais sexies e interessantes na cama que conheci eram também as mais sóbrias em seu vestir.
O discreto (esconde jogo)
Um verdadeiro esconde jogo. Ninguém pode afirmar que alguém discreto no vestir o faz por ser um vulcão ou um iceberg na cama. Gosto de apostar que todos são a primeira opção, o vulcão, afinal, com a pessoa certa até um iceberg se derrete. Na maioria das vezes, o discreto tem tanta certeza do que é (mesmo que secretamente seja o ser mais devasso do mundo) que não precisa expor ao mundo. Opta por essa caracterÃstica de sobriedade por necessidade (olha a vida secreta aà gente…) ou por convicção (estilo próprio). O discreto é, porque é, só isso.
É claro que simplifiquei, generalizei, extrapolei, há um bando de nuances possÃveis e questionáveis entre um e outro estilo e mais tantos outros que não citei, mas no geral é mais ou menos isso. Portanto, da próxima vez que você for se vestir pense em que imagem quer passar. Escolha as peças de maneira pensada e adequada ao ambiente que você vai visitar. E não esqueça (nunca) que quando o assunto é moda, menos é sempre mais!