Final de A Favorita | Versão Adulta

Uma coisa que pouca gente sabe é que sou noveleira. Costumo dizer que passei a ver novela das 21h por causa da moda. Até tem um fundo de verdade, mas não de todo. Mais do que estar inteirada do modelo tal da personagem tal (coisa que eu que trabalho com modinha necessito saber), adoro as cenas e tramas  safadas do horário nobre.

Como A Favorita está acabando, resolvi reunir algumas situações que passaram a trama obscuras e comentar minhas bobagens sobre elas aqui. Se na última hora o João Emanuel Carneiro vai mudar ou não, eu não sei.

:: Se o romance entre Stela e Catarina, vence o preconceito eu não sei, diversas vezes na história da Globo muito se falou e pouco se concretizou em romances homossexuais na telinha. Entre o marido bebum e agressor à amiga, ela preferiu a amiga. Agora,  entre o chato do verdureiro romântico (mas que se mostrou preconceituoso e machista) e novamente a amiga, acho que nem heterossexual convicta responderia  de imediato sem pensar. Torço por elas.

:: Outra história homo que deu o que falar foi o Orlandinho. Começou a novela hetero convicto, virou simpatizante gay, apaixonou por um homem (Halley), pagou uma prostituta (Maria do Céu) para mentir pra família que era pegador, a prostituta teve um caso com o seu amado, ele se submetia a vê-los juntos a não tê-lo por perto, ela engravidou do amado dele, ele casou com ela para assumir seu filho, apaixonaram e agora, as Marias Purpurina da casa da Cilene estão caindo em cima do moço. Acho a personagem inverossímil, mas divertiu e levantou questionamento. O assunto da moda a partir do Orlandinho é: “Existe ex-gay?” Bem, eu dava pra ele, tanto quanto o comeria. Fácil…

:: Um assunto muito comentado, a gravidez adolescente da personagem Mariana, filha de Catarina e Léo já citados acima, parece que ainda vai render muito mais. E tudo porque, ao que parece, a menina não diz quem é o pai da sua filha, pois trata-se do próprio pai bêbado, que já se mostrou um estuprador em potencial quando está embriagado. Isso explicaria todo ódio e até mesmo a fuga no meio da novela. Um outro final possível, é que seja filho de Damião, mas não causaria tanto impacto.

:: E por falar em Damião, fiquei decepcionada com o final do trio protagonizado por ele, o prefeito (Elias) e a primeira-dama (Dedina). Achei um desperdício a ninfomaníaca mulher do prefeito morrer de pneumonia. Finalzinho moralista, sô! Por mim, ela criava um blog contando sua história, ficava famosa, aceitava o convite das Brasileirinhas e estrelava um filme pornô com o Alexandre Frota! Realmente, um desperdício de fogo e tesão.

:: E por falar em trio, ao que parece o trio porra-louca formado por Augusto César, Rosana e Elias, vai terminar bem. Não duvido nada que eles se revesem nas visitas íntimas à detenta, se é que existe visita íntima para mulheres, mas… Em novela tudo pode.

:: Sinceramente?! Só não entendi o moralismo que matou a ninfomaníaca, já que o que mais teve nessa novela foi trio. Achei inclusive, extremamente agressiva e moralista a cena do dia que o marido puxou-a pelos cabelos e espancou em praça pública devido à reincidência da traição.

Mas novela é isso né?! Uma caricatura da realidade, reflexo, ou seja lá como queiram chamar. Podem falar mal das novelas, mas é melhor alguma discussão sobre temas tão delicados, do que nenhuma.