Há alguns anos, uma amiga comentou que uma outra amiga em comum trabalhava como stripper virtual. Eu, que nunca tinha ouvido sequer falar na profissão, pedi detalhes e ela disse: “É simples, ela entra no MSN Messenger, fica diante da webcam, a pessoa paga e ela se exibe.” Lembro que na época, rimos muito, pois brinquei que já perdi de ganhar muito dinheiro mostrando os peitos… risos.
Brincadeiras à parte,  nossa amiga fez este trabalho durante um tempo, somente em suas horas vagas, chegou a juntar um dinheiro legal e até foi passear na europa. Questionada sobre sentir-se de alguma maneira uma prostituta ela era taxativa: “Claro que não! Já fiz exatamente a mesma coisa de graça, não vejo mal algum em ganhar por isso.” E convenhamos, é normal fazer isso. Seja pelo prazer de provocar um desconhecido quanto pelo de agradar alguém que você gosta. Quem ouviu o Podsecret 00 lembra da estória onde conto do striptease que fizeram para mim e acabou dando origem à promoção Striptease para a B.
Hoje recebi a dica para um post, uma matéria que saiu na Folha On Line, Stripper virtual fatura mais do que dançarina de boate, matéria de Diógenes Muniz. Que trata exatamente do assunto que acabei de comentar. Meninas que trabalham em casa, se exibindo para clientes pela webcam.
Na série Heroes, a Niki Sanders é stripper virtual e o Ando, aquele amigo do Hiro, compra créditos para vê-la do outro lado do mundo. E no horário de trabalho! Quem lembra?!
A matéria é boa, tem comentários de áudio das moças e mostra uma tendência. Cada vez mais as pessoas ousam em suas fantasias, mas… Tentam separar sua vida em real e virtual, talvez numa tentativa de preservar sua intimidade.Â
Uma stripper virtual comentou: “Muito homem está percebendo que é melhor brincar com isso na rede a fazer besteira e pôr o casamento em risco”.  Elas afirmam também não ter nenhum interesse em fazer programas reais, afinal, o stripper virtual é muito menos perigoso que “estar na pista”.
Neste ramo virtual, segundo a reportagem, os valores no virtual (que pode render até 2000 mil/mês) às vezes superam os ganhos de strippers reais.
Algumas dessas strippers conseguem dobrar seus ganhos, exibindo-se com o marido pela webcam. Uma exibição normal de 30 minutos, que custa em média 50 reais, com o marido o preço dobra. Profissão perfeita para um casal exibicionista, não é mesmo?
Lili Webgata, uma das entrevistadas, tem site com domÃnio próprio para gerar maior credibilidade aos seus clientes. E visitando o site realmente a impressão que tem é de que se trata de um negócio bem organizado.  Os pagamentos podem ser feitos por transferência bancária direta ou com Pag Seguro da UOL. Organizado, né?!
A matéria termina mostrando novidades no mercado tecnológico de brinquelos eróticos, como webcam multifuncional (câmera e vibro) e também vibros conectáveis à porta USB da sua máquina. Maior interatividade, só a dois.
E conclui que, apesar de parecer uma prática muito saudável, como tudo na vida, se for demais pode ser doentio. Como diria a minha avó, nem tanto e nem tão pouco…
Aconselho tirar um tempinho e ler a matéria completa para tirar suas próprias conclusões.
Sinceramente, eu não sei se vejo tal comportamento como uma evolução do comportamento humano. Vejo mais como um encasulamento cada vez maior do indivÃduo, que cada vez mais sai cada vez menos em busca de socialização e contato real, mas… Para as mocinhas exibicionistas trata-se de um emprego e tanto!