O Globo Repórter desta semana deu um show. De maneira muito leve e descontraÃda, foi bem gostoso assistir o programa. E eu que quase nunca paro para ver, me vi prestando atenção do inÃcio ao fim.  Porque será que o assunto me interessou tanto? Ah, com um tÃtulo desses, Comportamento Sexual, alguém tinha alguma dúvida se eu iria me interessar.
E como sempre, acaba o programa eles disponibilizam um resumo da reportagem e alguns vÃdeos. Seguem os links abaixo, espero que gostem.
Gaúchas perdem medo de falar de sexo
60% dos entrevistados, afirmaram falar de sexo em seus ambientes familiares. Uma entrevistada, que engravidou aos 13 e teve sua filha aos 14, diz o quanto foi difÃcil ter sido mãe adolescente e tenta hoje, com sua filha, informar para prevenir.
Mineiras juram que se guardam até os 20
Sinceramente, não sei se esta informação pode ser levada à sério, como dado estatÃstico, mas… Mostra sim que o mineiro ainda é o povo mais conservador do Brasil. Chega a ser divertida a entrevista com duas mocinhas, elas suavam só em responder determinadas perguntas mais calientes.
PS – Morei em MG um ano, e o que posso dizer é que lá tudo acontece na surdina, mas acontece… Nada diferente do resto do paÃs.
Gaúchas, as campeãs da sexualidadeÂ
Foi surpreendente saber que 84% das porto-alegrenses afirmaram ter orgasmos frequentes em suas relações. Perguntadas do porque, uma delas comentou: “Tem a ver com mais informação, mais leitura, mais auto-conhecimento. Quem sabe o frio propicia conversas mais demoradas, mais quentes. As coisas não vão tão rápido”, acrescenta Magna.
Perguntadas sobre, levando em conta qualidade de vida, ter que optar por ginástica ou sexo, as cariocas não titubearam, ficariam sem sexo, sem ginástica nunca. Comentário aliás, completamente oposto aos homens cariocas que preferem ficar sedentários à ficar sem sexo.
E o mais louco, 65% das mulheres acreditam que a auto-imagem tem relação com a sua vida sexual, enquanto apenas 47% dos homens afirmaram se importar com isso. Comentário da minha mãe: “Enquanto elas se comem no espelho, eles se empaturram de gordinhas fora de casa!” Mãe é mãe, o que não se faz para levantar o astral da filha, 20 kg além do ideal… risos.
A satisfação com a ginástica é compreensÃvel, seratonina e endorfina provocada pela prática de exercÃcios ajuda sim a uma sensação de prazer e bem estar, quem se gosta, pode tudo!
Se é o tempero afrodisÃaco ou um “algo mais”, ninguém sabe. O fato é que as baianas foram as que mais  admitiram: sexo é essencial. Tanto, que a baiana pode ter muitos segredos, e talvez o principal deles seja dizer o que querem, o que gostam e como gostam. “Se não tiver sexo, nada feito”, diz uma vendedora ambulante. Arretada essa baiana!
Homens de Cuiabá nãopensam só naquilo
Achei sensacional a homarada de Cuiabá admitir em rede nacional que para eles, sexo fica em quinto lugar. Atrás de coisas como saúde e finanças. E ainda que muitos achem que é falta de virilidade, só consegui ter um pensamento. Homens de Cuiabá devem ser bons chefes de famÃlia. E não por causa do sexo e da sua colocação pouco expressiva em suas vidas, mas porque vêem a vida como um todo. Ah, sem contar que as mulheres entrevistadas, riram do resultado. Sinal que talvez os cuiabanos sejam só modestos, isso sim.
Foi interessante saber que a disfunção erétil após os quarenta é mais natural do que se pode imaginar e, principalmente, que a tal broxada clássica deve ser levada à sério. Afinal, muito mais que  um problema sexual a disfunção erétil pode ser um sinalizador de outros problemas, como problemas cardÃacos e diabetes. O melhor, a medicida anda maravilhosa e na maioria dos casos, tem tratamento.
Menopausa não é sinônimo de falta de desejo
A angústia, a depressão, a queda da libido… Sintomas que antigamente eram aceitos pelas mulheres como algo da idade, afinal, com a menopausa o climatério traz mesmo alguns destes desconfortos, hoje não é bem assim. Acompanhamento psicológico, hormonal e mesmo dicas sexuais são algumas das armas para o combate ao desânimo pós menopausa.
Infidelidade é genética ou cultural?
Em SP, uma roda de dança sensual onde a troca de casais é a temática, mostra que na dança é tudo muito interessante, mas quando um casal de namorados é questionado sobre a infidelidade, ele é taxativo: “Na dança é bem normal, e aqui funciona certinho. Do lado de fora já é um pouco diferente. Teoricamente, eu exijo fidelidade”, diz o administrador Mairon Ferreira.
Chegam a ser divertidas as entrevistas. Gostei de um conquistador com cara de cafajeste que disse: “Não tenho tipo preferido, tem que ter uma quÃmica. Eu gosto de todas. Acho que eu puxei ao meu pai. Minha mãe largou dele porque ele era muito sem-vergonha, muito canalha.” Repudiando ou defendendo, não se pode negar que fidelidade é um assunto interessante.
PS – O Gustavo Gitti fez uma breve aparição nesta parte da matéria dançando a Rueda de Casino, a tal dança do troca troca. Entrou mudo e saiu calado, mas mostrou que manda bem na dança.
E pra quem pensa que a sexualidade após os 60 é só coisa de “véinho” pervertido, a reportagem mostrou que não é bem assim. Casais que namoram há cinco anos e se conheceram após os 60, mostram que a sexualidade pode ser vivenciada de diferentes formas.
Infelizmente, um dado na pesquisa me entristeceu. Enquanto homens adoram pensar “n’aquilo” até o fim da sua vida (nem digo fazer, mas pelo menos pensar…), as mulheres parecem não ir no mesmo ritmo.  Foram entrevistados moradores da cidade de São Paulo, acima de 60 anos, 51% dos homens responderam que têm vida sexual ativa e apenas 15% das mulheres.