Esteve nesta sexta no Jô uma psicóloga, Eliane Kogut, falando do tema Crossdressing. Para quem não sabe, segundo o Glossario GLBT crossdressers (ou CDs) são “pessoas que, regular ou ocasionalmente, usam roupas que socialmente são vistas como sendo usadas por pessoas do sexo oposto. Geralmente estas pessoas sentem-se bem com o seu sexo biológico e não querem mudá-lo. Contrariamente à s crenças populares, a maioria das Cross-Dressers dizem-se heterossexuais.”
O mais interessante desta entrevista, foi a seriedade e o cuidado, com que o assunto foi tratado, até mesmo pelo Jô. Que bem que tentou dar uma sacaneada, mas acabou mudando a linha da entrevista. Além da maneira muito apropriada que a psicóloga comentou, teve também o depoimento gravado de uma CD, e até mesmo a presença de uma CD completamente montada no programa, que deu um show de coragem.
Já comentei aqui da relação Ãntima que tenho com crossdressers e incusive que já me envolvi afetivamente com uma. O que para muitos parece uma aberração, um homem que se veste de mulher sem ser necessariamente um gay (no máximo alguns se intitulam bissexuais), eu encaro com grande naturalidade.
Nesta entrevista, tive contato com um aspecto psicológico da crossdresser que eu imaginava, mas não tinha um embasamento profissional. A relação de adoração ao feminino, entre uma CD e uma mulher, até mesmo em relações sexuais, é uma clara situação de projeção, de transferência. A CD faz sexo, heterossexual, com uma mulher imaginando sê-la.  Já comentei aqui do contato que tive com um submisso, masoquista e CD que me falou algo parecido.Â
Bem, agora é parar um pouquinho e assistir. Segue abaixo o vÃdeo da entrevista, com link aqui, caso venha a dar erro mais adiante.