Esta semana que passou, um comentário maldoso da sexóloga, ex-prefeita e atual candidata à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, mostrou mais uma vez a podridão da polÃtica. “Você conhece o (prefeito Gilberto) Kassab? Ele é casado? Tem filhos?”
O jogo é sujo, muito sujo. Insinuar que alguém não é confiável só porque desconfia que o tal fulano é gay não é só maldoso, mas preconceituoso. Justo a Marta, fiel defensora da liberdade sexual, a mulher que durante o caos aéreo clamou: “Relaxa e goza!” vem de maneira preconceituosÃssima instigar de certa maneira a homofobia.
Sim, pois como eu disse antes, tal insinuação induz o eleitor a pensar que, se o fulano não casou, não tem filhos e mantém sua vida secreta privada (e nem estou dizendo que seja gay ou não) é indigno de ser prefeito.
Aqui no RJ, o candidato a prefeito Fernando Gabeira também é alvo de insinuações super maldosas. Ninguém esquece sua sunguinha de croché lilás da década de 80. Aliás, chega a ser curioso, o povo e a mÃdia lembra muito mais da sunguinha de croché do que o fato que o moço na juventude foi sequestrador de embaixador (fato que foi narrado em seu livro autobiográfico “O que é isso, Companheiro”). É como se a sexualidade da pessoa fosse muito mais interessante do que atos terroristas, ambos, inclusive, que já fazem parte do passado.
Não sou fã do Gabeira e o Kassab pra mim, não cheira nem fede, mas sinceramente?! Pouco me importa em polÃtica a orientação sexual de quem quer que seja. Ninguém é apto ou inapto a um cargo polÃtico por ser (ou não ser) gay, sadomasoquista, fetichista ou o que quer que seja em sua vida secreta.
gostei quando devassaram a vida da Marta na história do chifre no Suplicy, não gosto da postura indelicada dela neste episódio com o Kassab. Sendo assim, são dois pesos e duas medidas? Pimenta no c* dos outros é refresco…