Theena O. tem 28 anos, é casada com o homem que começou a namorar aos 17 anos e com ele tem lindos filhos gêmeos. Vive o casamento ideal para o mundo. Casa linda, marido bom, filhos maravilhosos, carros na garagem, um conto de fadas, definiu. No entanto, pra ela nem tudo é tão perfeito assim. Estava cansada, desmotivada, com a libido em baixa e viu na entrada dos filhos na escola, uma possibilidade para voltar aos estudos e retornar ao mercado de trabalho. Uma chance e tanto para retomar as rédeas da própria vida. A única coisa que Theena não contava era se apaixonar pelo chefe, que por sinal, é amigo do seu marido. Uma paixão , até então, platônica que apimentou sua vida sexual com um marido, mas trouxe um dilema, trair ou não trair? O que fazer? Como lidar com esta tentação? Como não colocar em risco o seu casamento de conto de fadas? Theena O. pergunta e Miss Behave responde.
Trair ou não trair? Eis a questão.
Olá querida Theena O (Humm..já leu “A História de O� Você vai adorar!)
Em primeiro lugar, parabéns pelo seu casamento, difÃcil, nos dias de hoje um casal ainda estar casado e se amando por tanto tempo, certo?
Em segundo lugar, entretanto, tenho que te dizer: seu casamento não é um conto de fadas, pois conto de fadas são ilusórios. Ninguém sabe realmente o que aconteceu depois do: “E viveram felizes para sempreâ€, o único que não subestimou a inteligência de milhões de garotinhas mundo afora foi nosso contemporâneo Shrek, e mesmo assim ele ainda é recheado de puritanismo americanóide, romance barato e piadas preconceituosas.
Eu sugeriria a você encarar seu casamento mais como um “A vida como ela éâ€, porque, depois da história que você compartilhou, acho que se encaixaria melhor, não é mesmo? Como você bem disse: – “para o mundo eu vivo um conto de fadas†– ora, o mundo não sabe e nem precisa saber nada sobre a vida de vocês. Se o povo quer ilusão, que tenha. Mas pelo que você disse, o “buraco é mais embaixo 
Pois então, vamos aos fatos: Você se casou cedo, ama seu marido e seus filhos e por conta deles deixou para trás sua vida profissional e só agora teve a chance de retomá-la, de galgar novamente seu lugar ao sol, como profissional, cidadã e mulher e para melhorar (ou piorar) seu chefe é um gato e dá em cima de você e, detalhe: você é louca para dar pra ele mas não quer destruir seu casamento e tampouco perder seu emprego. Resumi bem?
Como diria Madonna – “Sigmund Freud, analyse thisâ€
Se você não tivesse filhos, iria arrumar qualquer outra desculpa para achar o casamento um tédio, porque, bêibe, tem uma hora que ele fica mesmo. E aà cabe ao casal “renovar a fórmula do amorâ€, Usar a criatividade para apimentar a relação sexual, o relacionamento, sem deixar de cuidar da individualidade de cada um. O casamento passa por fases e temos que entender que todas elas passam. As boas e as ruins. Na verdade o casamento é uma sucessão infinita de fases boas e ruins! E o povo ainda acha que é entediante…enfim…cada um com suas convenção-de-estimação, não é mesmo?
O que eu quero dizer é que somos seres mutantes e ninguém é ou sente a mesma coisa por muito tempo ou o todo tempo. O segredo dos relacionamentos está em mudar com eles, ou ao menos tentar ajustar as mudanças entre ambos: relacionamentos e relacionados…
É óbvio que você está adorando ser desejada por outro homem. Que mulher, sexualmente saudável, não adoraria? Mesmo que fosse o faxineiro e não o chefe, isso não tem a menor importância. O tesão da mulher alimenta-se diretamente do tesão do homem, sempre foi assim e sempre vai ser. E não há problema algum nisso, muito pelo contrário, mostra que vocês, tanto macho quanto fêmea estão cumprindo o papel ao qual foram destinados: nascer, crescer, procriar e morrer, tirando todo o peso moral e religioso da coisa, é só isso que sobra, é ou não é?
Para melhorar tudo, o sexo com seu marido voltou à s mil maravilhas, mas…como você é mulher, não consegue deixar a famosa culpa de lado e aproveitar a situação, tem medo de dar pro chefe e de quebra magoar o marido e perder o emprego. Ou as duas coisas, o que seria realmente terrÃvel, então, temos três hipóteses, que veremos na próxima página.