Crianças e Internet – É preciso controlar o conteúdo do que o seu filho lê?

A Vida Secreta tem uma proposta simples, falar de sexo e sexualidade de uma maneira leve e descontraída, desconstruir tabus informando e não deformando a realidade. Com isso, a opção de ter um site de conteúdo aberto sempre foi uma de nossas diretrizes. A questão é que o que é um pró na nossa concepção, eventualmente se transforma em um contra. Afinal, se em tese qualquer um pode acessar o conteúdo adulto-erótico do site, crianças e adolescentes também podem, mas… O que fazer?

É claro que temos noção da nossa responsabilidade. Fazemos questão de colocar em todos os cadastros de rede de relacionamentos que entramos, que trata-se de um site sobre sexualidade e erotismo. Incluímos em nossa página inicial um recado que o AVS é um site desaconselhável para menores de idade, e temos ainda algumas outras atitudes em mente que serão implementadas aos poucos. No entanto, a responsabilidade não é só nossa. Cada um deve fazer a sua parte.

Para os pais, instalar algum programa que bloqueie sites XXX seria a resposta mais fácil e óbvia, mas será que isso funciona? O próprio AVS tem sacanagem, mas não é necessariamente XXX. Seria este o verdadeiro “mal”? E Orkut, MSN, Forum de Jogos? A informação e a desinformação está a um clique do Google, mas… A grande verdade é que a internet não é um vilão a ser combatido e tampouco uma babá-eletrônica que tire as crianças das ruas e as livre de todo mal. É claro que existem algumas medidas a serem tomadas e a principal delas nem é o controle, mas a conversa e a informação.

    Para tentar controlar o que as crianças e adolescentes fazem na rede e protegê-los dos perigos virtuais, os pais mais atentos recorrem a tudo: tiram o computador do quarto dos filhos, usam softwares que monitoram e bloqueiam o acesso a certos tipos de sites ou verificam no histórico do browser (programa usado para navegar na web, como Internet Explorer e o Mozilla), quais foram os endereços visitados. Mas é unânime entre psicólogos e especialistas em crimes cibernéticos que melhor do que proibir é conversar.

    “Não basta bloquear o acesso a alguns sites. Provavelmente as crianças vão arranjar um jeito de burlar o esquema”, acredita a psicóloga Kelly de Souza Castro, especialista em crianças e adolescentes. A solução é se aproximar dos filhos e saber deles que sites acessam. O próximo passo é tentar definir em conjunto horários para se conectar e os endereços adequados para serem visitados. “Essa negociação não pode parecer um interrogatório, mas deve ser conduzida com naturalidade”, completa Kelly. Para Thiago Tavares, presidente da Safernet, é preciso inserir a internet nas conversas do cotidiano. “Os pais devem conhecer a rede e falar do assunto sempre que possível”, aconselha.

    Fonte: SaferNet Brasil

Diante disso, abro o debate. Você que é pai e tem filhos, está de olho no que o seu filho acessa na rede? Que medidas você toma para, não diria controlar, mas acompanhar o acesso e navegação dos pimpolhos? E antes que pensem que o AVS está baunilhando e encaretando, lembrem que criança e adolescente é curioso por natureza. Isso é fato. Se não obter informações em casa, vai buscar na rua, na internet, com os colegas… Este post é direcionado basicamente aos papais que adoram ler uma sacanagem de qualidade por aqui refletirem sobre que tipo de ações devem tomar com a sua prole, só isso.