O desejo sexual, paixão, tesão, ou seja lá como é chamado, trata-se de uma doce magia ou tudo não passa de um processo quÃmico que nos endoidece? Desorientação, urgência, suores, tremedeiras… Tudo isso são sintomas de uma doença ou resquÃcios de uma trepada bem dada?
adrenalina + endorfina = a quÃmica do desejo
O texto abaixo é urgente, envolvente, tesante, orgástico. Terminei de ler com a respiração em suspenso, com vontade de me tocar. Deve ser por isso que a paixão endoidece, deve ser um vÃrus que entra pela corrente sanguÃnea e explode dentro da gente durante o gozo. Sei lá…
A quÃmica do desejo – Texto enviado por Cláudia Motta
- Naquele dia ele ligou apressado:Â
– Estou quase na esquina.
– Tô descendo.
Meu coração bateu mais forte, foi o tempo de pegar a bolsa e sair. Sabia que terÃamos pouquÃssimo tempo, passamos a semana tentando marcar algo, conversamos bastante via e-mail e até fizemos um pouco de sexo virtual em uma sala de bate-papo, tudo isso só serviu para aumentar a vontade de nos encontrarmos no “mundo real”.
Logo que ele chegou trocamos um beijo rápido, afinal estávamos em local público, mas assim que o carro andou, senti sua mão em minha coxa, segurando firmemente e deslizando em direção ao meu sexo, eu acariciava o seu braço e seu sexo por cima da calça, esse tipo de carinho é comum entre nós, nele está implÃcito todo o nosso desejo e tesão. Disse a ele:
– Quero te beijar!
Acariciando meus seios por cima da blusa, falou:
– Quero te chupar!
Dessa vez o nosso tempo era muito curto mesmo e a demora para nos encontramos novamente seria longa.
Então através de nossas conversas via e-mail havÃamos combinado o que farÃamos naquelas poucas horas juntos, detalhamos tudo desde a chegada ao motel até o gozo, mas o ser humano é mesmo imprevisÃvel e o desejo tem uma quÃmica caprichosa!
Chegamos ao quarto do motel e imediatamente, loucamente, nos jogamos nos braços um do outro, fomos tirando relógio, sapatos e roupas enquanto nos beijávamos, ele me segurava com força, suas mãos desabotoavam tão rapidamente minha blusa quem nem percebi, senti suas mãos em meus seios, me acariciando com força e nem vi que já estava sem nada, por sinal eu amo essa rapidez com que ele me deixa nua! Nossas lÃnguas se chupavam num beijo ardente e cheio de tesão.
Enquanto desabotoava sua camisa, abria o seu cinto e por cima da cueca acariciava o seu pau deliciosamente duro, ele enfiava a mão por dentro da minha calcinha e seus dedos executando um maravilhoso movimento de vai e vem cada vez mais rápido, me masturbavam, me levavam a um gozo intenso ainda de pé.
Segurando com força minha nuca me fez sentar na beirada da cama de modo que minha boca ficasse na altura de seu pau, deliciosamente duro, comecei a chupá-lo e ele me deitou na cama, tirou a minha calcinha totalmente molhada e me chupou com força e delicadeza, sentia sua lÃngua lambendo delicada e firmemente meu clitóris, entrando em minha vagina enquanto suas mãos acariciavam meus mamilos duros, mordia minha boceta de leve para me provocar e eu falava:
– Se continuar assim vou gozar!
– Goza! Goza! Mesmo, minha puta. É para isso que estou aqui, para te fazer gozar.
Gozei em sua boca e antes que pudesse recuperar o fôlego ele deitou e eu fiquei por cima dele, sentia seu pau quente, gostoso, primeiro entre as minhas coxas, tocando de forma provocante minha boceta inteiramente molhada, aos poucos ele fazendo movimentos de vai e vem foi se posicionando e senti a cabeça de seu pau na entrada da minha vagina, queria tê-lo rapidamente dentro de mim, mas ele sabe como ninguém prolongar e provocar o meu tesão. Enquanto eu tentava me mexer para sentir a maravilhosa sensação de ser possuÃda, ele segurando com força minhas costas dizia:
– Calma! Diga o que você quer.
– Quero o seu pau dentro de mim agora!
Sorrindo sacanamente ele continuava a me provocar fazendo de conta que ia pôr e só deixava a cabeça entrar. Aquilo foi me deixando mais excitada ele dando umas palmadas de leve em minha bunda dizia:
– Deixa que eu entre no fundo de você! Deixa que eu sinta essa boceta deliciosa e logo você vai sentir dentro de você o meu gozo!
Ao dizer isso ele entrou de uma vez só, senti finalmente o que mais queria naquela manhã, o seu pau entrando, entrando até que estava totalmente dentro de mim, nossos movimentos foram ficando cada vez mais rápidos, nossas respirações absurdamente aceleradas mostravam que o gozo estava cada vez mais perto. Até que numa explosão de prazer senti seu corpo se retesar enquanto falávamos:
– Adoro o seu pau! Se você continuar mexendo assim vou gozar!
– Sua boceta é que é deliciosa! Goza minha putinha, goza que eu vou gozar já!…
O gozo foi muito intenso, mas só depois é que percebi o quanto! Fiquei ainda em cima dele por algum tempo, adoro a sensação de tê-lo dentro de mim até que seu pau saia naturalmente, sem pressa, sem forçar a saÃda, nesses momentos consigo prolongar o prazer e sentir os últimos espasmos do gozo, meu e dele. Nos beijamos com intensidade e assim que conseguimos respirar normalmente ele sorriu e eu perguntei:
– O que foi?
– Tudo ao contrário. Não fizemos nada do que havÃamos combinado durante a semana toda!
De fato, havÃamos combinado como seria aquela nossa foda, o que eu faria, o que ele faria, como irÃamos chegar ao orgasmo e por ai afora, mas o tesão é mais forte mesmo e o desejo acabou falando mais alto.
Quando finalmente sai de cima dele, rolei para o lado da cama e enquanto ele pedia água, falou alguma coisa que não ouvi, porque naquele momento ainda não havia voltado da viagem que ele me proporcionou através do gozo que havia acabado de acontecer.
Estávamos abraçados e ele me beijava suavemente, estiquei a mão para acariciar seu rosto e percebi que estava tremendo, mostrei pare ele dizendo:
– Olha isso! Minhas mãos estão tremendo, há muito tempo isso não acontecia comigo.
Adrenalina mais endorfina, são de fato uma mistura explosivamente prazerosa (risos).
Ele me beijou novamente e ficamos em silêncio simplesmente curtindo aquele momento e a sensação gostosa de estarmos nos braços um do outro.
Mas o relógio dizia que nosso tempo tinha acabado, ele precisava voltar para os seus compromissos e eu para os meus. Pena que exista uma coisa chamada relógio e outra chamada tempo, mas o bom dos nossos encontros é podermos ter sempre a ilusão de que somos capazes de controlar o tempo, de fazê-lo parar, no fundo gosto de pensar que ele para mesmo, e que o único tempo que importa é mesmo o do nosso prazer!
Fomos embora e nos despedimos como sempre com a expectativa de no nosso próximo encontro podermos novamente fazer o tempo parar e quem sabe fazermos o que havÃamos combinado e não fizemos dessa vez. Se o tesão deixar, vai ser uma delÃcia, se não vai ser, como sempre, uma delÃcia de qualquer jeito!
