Memórias de Priscilla é um blog interessante. Todo negro, escrito em rosa, onde eventualmente os textos acontecem. Simples assim. Sem frequencia pré-estabelecida, sem tÃtulo, sem introdução (er… hmmm… depende… risos) e à s vezes até sem nexo, mas uma coisa, inegavelmente, os textos são… Tesudos, excitantes, instigantes. Memórias de Priscilla parece uma enorme colcha de retalhos, memórias pinçadas de vidas diversas, do inconsciente coletivo, e erótico, de todos nós. Mais A Vida Secreta, impossÃvel.
Edu de Botas – Memórias de PriscilaÂ
Eu estava tranquila até que vi o Edu de botas. Botas cowboy por cima da calça, piscadela marota e comentários que só aos gays pertencem, minha mão voou na sua cintura:
– Poxa, Edu, de botas?
Riu, debochado.
Depois o flagrei no quarto quando fui buscar minha bolsa, estava lá com o cara mais gato da festa, o rosto já vermelho da barba por fazer do outro. Mais do que fingir que não me viram, exibiram-se para mim. Beijando, apalpando-se os paus mutuamente, eis que surge uma bunda branca, prontamente agarrada por mão peluda, viram-se e sobra aos meus olhos o gato com as calças arriadas, por trás o Edu, e me olham. Foi como que hipnotizada que me adiantei, ajoelhei e passei a chupar aquele moço que se dava, lambendo as bolas de ambos, acompanhando seus movimentos, deliciando-me com o prazer alheio, o inusitado da cena, as mãos de um e de outro nos meus cabelos, a buceta montada no meu próprio tornozelo, e ainda não me dera conta de quem era quando gozamos os três.
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Culpa das botas. Fetiche é coisa séria, e eram de cowboy.
