Ele me cheira, me fareja feito cachorro, me lambe e eu adoro isso. Sempre detestei meus pés suados, as axilas úmidas, o cheiro da xota durante a ovulação, quem dirá menstruada. Enquanto ele é viciado em aromas, os meus aromas e sabores. Isso o faz bem doidinho, é claro, mas me sinto envaidecida e excitada em provocar tanto tesão.
O texto abaixo trata disso, desse prazer em farejar o outro. Olfatofilia, para quem gosta de dar nomes aos fetiches. Para o meu leitor é muito simples: “Tenho fetiche por cheiro de mulher“. Segue abaixo o relato tesante, que não é do meu masoca preferido, mas bem poderia ser.
Da arte de sermos nós mesmos – texto de um leitor
Tenho me surpreendido ultimamente, em diversas oportunidades, com o quanto resistimos a ser quem somos. Esse tem sido um dos meus temas recorrentes. Pode-se dizer que essa obsessão vem da resistência que mora em mim. Com minhas lentes de pedra, vejo mundo em tons de cinza. Pode ser. Mas enquanto não me desinteresso pelo assunto sigo entretido em descobrir nuances das minhas próprias resistências nas dos outros e vice versa.
Contribuindo para a série fetiches-esquisitos-do-mundo-inteiro envio meu relato.Demorei a aceitar e, talvez por isso mesmo, demorei inclusive a perceber. Tenho fetiche por cheiro de mulher. Não estou falando de cheiro de perfume. Pelo menos não principalmente. Porque, é claro, não há acessório mais sexy para uma mulher do que um perfume que combine com ela. O meu tesão principal são os cheiros naturais da mulher.
Namorei uma menina no colegial que tinha um cheiro delicioso na parte de trás do seu pescoço, o popular cangote. Ela usava cabelos compridos e eu adorava, nos nossos extensÃssimos amassos, afastar seus cabelos, beijar seu pescoço e sentir o seu cheiro. Ela gostava dos amassos e dos beijos e eu curtia o cangote dela. Bom para ambas as partes.
Outra época, num namoro de longa distância, recebi uma carta da namorada à época aspergida com o seu perfume. Na falta da sua pele, o perfume era o que melhor se poderia fazer.
Por conta desse fetiche, fazer sexo oral, para mim, sempre foi tremendo um prazer. Nada melhor do que beijar a mulher inteira sentindo o seu cheiro. Lentamente. Não importa o ponto de partida, dos pés acima ou do pescoço abaixo. Até alcançar-lhe o meio das pernas. De preferência que a última peça do seu vestuário, a calcinha, ainda resista, firme, no seu lugar. Dessa forma, retirá-la proporcionará prazer redobrado: o estético, afinal a visão da mulher vestida apenas da calcinha, o último bastião de resistência, a última fronteira, é quase alucinante. E o cheiro, já que nesse ponto a excitação dela já estará visÃvel, bem ali, impressa. Tirar a calcinha funcionará como o rompimento de uma represa inundando o olfato e o paladar daquele a quem for dado o prêmio de ajudar na retirada.
Muitas vezes quis a calcinha, e o cheiro da buceta e do gozo da sua dona, como lembrança de uma trepada gostosa. Há quem goste de uma pegada mais forte. Nesses casos, a insegurança de ficar sem calcinha depois de transar pode dar mais tesão. Os lÃquidos que escorrem, o ventinho que refresca tudo isso aumenta a sensação de proibido.
Mas há os momentos em que o comando é dela. E um 69 iniciado com ela por cima, sentando primeiro no meu rosto, e só depois abaixando-se para chupar o meu pau é, além de uma delÃcia, um momento perfeito para saborear seu cheiro e seu gosto.
Ouvi uma vez, que buceta deve ter cheiro e gosto de buceta e não de sabonete. Não poderia concordar mais. Perco muito do tesão se a mulher fizer questão de tomar banho antes de transar. Buceta com cheiro de sabonete não dá.
Não tinha percebido o quanto o cheiro era importante até conhecer minha atual mulher. Ela sempre foi muito atenta quanto aos seus hábitos de higiene porque achava que seu cheiro natural era muito forte. Conforme passamos a conviver mais pude perceber seu dilema. Realmente seu cheiro é forte. Mas não consigo sentÃ-lo sem exibir uma monumental ereção! Deve ser algo evolutivo, algum ferormônio, sei lá. Adoro o cheiro daquela mulher!
Outro dia estávamos ambos dormindo, meio da madrugada, e numa virada na cama fiquei, ainda semi-adormecido, virado para em sua direção com o rosto a alguns centÃmetros dela. Ela dormia pesado e tinha os braços pendendo do travesseiro por sobre sua cabeça. Ou seja, me virando na cama acabei com o nariz enfiado embaixo do seu braço, no popular “sovaco”. Seu cheiro invadiu minhas narinas e de semi-adormecido passei a alerta com o pau batendo continência em segundos. Acordei-a beijando-lhe o rosto e pressionando meu pau em suas coxas. Transamos como se não houvesse amanhã. De certa forma não houve, o gozo é uma pequena morte, ou não? E no dia seguinte no trabalho eu estava feliz mas morto de cansado.
Era isso, B. Esse é um lado B meu que cada vez mais está sendo aceito e absorvido pelo lado A.