… porque trair é preciso.

Uma leitora fez um comentário bastante instigante no post anterior, O que faço pra reanimar meu TESÃO pela minha mulher? Ela disse que um amigo afirma que uma amante melhora em 500% o sexo do casal. Talvez para alguns casais, no entanto, não é uma verdade absoluta.

Pra mim, trair não é preciso, trair é uma opção. Como estar junto ou estar só, também é. O oba-oba na minha vida só existe quando eu estou só. Apaixonada prefiro um, nunca um monte.

Como amante, apesar de eventualmente me sentir amada, a grande maioria do tempo me sinto só. A liberdade que tenho de viver o prazer que eu quiser, com quem eu quiser, é a mesma liberdade que eu abdicaria de bom grado por um amor, amigo e meu. Também é bom ter a liberdade de optar (ou não) todo dia por continuar ao lado de uma mesma pessoa.

No entanto, fidelidade não pode ser uma obrigação, nunca. Como a traição terapêutica, também não. Tenho consciência que eventualmente omissões são muito mais salvadoras e algumas verdades assassinas. Sou a favor do amor, do respeito, dos acordos. Cada um sabe a sua medida.

Não entendo os homens e suas justificativas, como também não entendo as mulheres e suas fugas. Não entendo o ser humano que curte trair, que busca compensações, mas aceito. Na vida, cada um responde por si e só. Eu acho que é muito simples, se não sou feliz ao lado de uma pessoa, procuro ficar longe dela. No entanto, quase sempre quem pula a cerca diz que a questão é mais que isso. Será?!


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