Devaneios

A Porta do Paraíso


E depois do gozo ele estava ali, com a cabeça a dez centímetros da minha xota olhando, ainda, como que encantado… Com os dedos brincava nela, melando, massageando e, sempre, observando. Era um olhar embevecido, perguntei porque tanto olhava e respondeu que era linda, que a xota é a entrada do paraíso. Senti verdade no comentário, apesar de homem, há nele um quê de menino, que parece descobrir, experimentar o mundo como se fosse a primeira vez. Fiz a proposta então, mostrá-lo por uma fresta o que acontece no paraíso. Pedi que introduzisse um dedo e ficasse quietinho enquanto eu me masturbava. Ele obedeceu, sem perder aquele olhar curioso. Pedi que apenas sentisse. O gozo veio fácil, a masturbação é um exercício de auto-conhecimento. E enquanto eu gozava, ele pode sentir as contrações da minha xota, o umedecer, pôde ver meu clitóris inchar e crescer, contrair-se e finalmente relaxar. Não sei se ele entendeu que apesar de fruto de uma masturbação, aquele orgasmo foi um presente. Algo para fazer brilhar ainda mais aqueles olhos de menino.