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Pejorativamente taxado na época de “cowboy gay“, Brokeback Mountain, de Ang Lee, com Jake Gyllenhaal e Heath Ledger, não é só um filme gay apesar de tratar de homossexualidade. É um filme de amor e preconceito.
Poderia ser a história de amor entre uma judia e um nazista na segunda guerra, um negro e uma branca no tempo da escravidão, uma patricinha e um favelado nos dias de hoje, mas mão… É um filme de amor entre dois homens, que se inicia na década de 60 e segue ao longo dos anos escondido em uma amizade, pois é absolutamente impossÃvel vivenciar este amor devido ao preconceito da sociedade e deles mesmos.
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Se existe um filme que retrata explicitamente a história de duas vidas secretas é este. Os protagonistas mantém ao longo de uma vida um segredo que só é vivido uma vez ao ano, quando retornam à Montanha Brokeback.
As cenas de sexo são fortes, urgentes, quase sofridas, já que um dos protagonistas no começo da relação se nega a reconhecer-se como um homossexual apesar do desejo. Tanto que vive o amor naquele verão, mas casa-se assim que volta. Vivem meias vidas, quase tristes, conformados, mas que a cada reencontro vivenciam a sua paixão.
O final é lacrimogenicamente belo. Como disse no post anterior, é um filme que mexe comigo de uma maneira especial, puro sentimento.