Dia desses um leitor me perguntou, em off, o que considero ser um Homem de Presença. Particularmente nem gosto da expressão, mas acho que entendi o que ele me perguntou.
Lembrei agora das maçãs do Cafa, que as mais difÃceis são as melhores e as mais fáceis e acessÃveis nem sempre tão boas, apesar de ainda continuarem maçãs. O ser humano é assim. Tudo o que é fácil demais, que não exige grande conquista não tem graça. Vale para homens e mulheres.
Vivemos em um mundinho complicado onde, pelo menos em um primeiro momento, temos que agir com medida e bom senso. Mostrar sem muito expor (apenas para colocar água na boca), ser autêntico sem ser mal-educado, mostrar interesse sem babar a caça, mostrar as qualidades sem ser arrogante, mas sobretudo chegar junto, pois por telepatia não dá.
Beirando os quarenta (faço 38 este ano e tô doida pra ser loba logo), não sou um bom padrão de comparação pra meninada. Minha época de doideira e zoação já vai longe e, confesso, que meu barzinho hoje em dia (já que eu nem bebo) é a internet. DaÃ, muito mais importante que um homem lindo, alto e forte, me chama atenção um homem inteligente. Aliás, sempre foi assim.
Para mim, as melhores maçãs nunca estiveram no topo, mas escondidinhas entre as folhagens. Sempre me interessei pelos improváveis, pelos tÃmidos e sempre tive ótimas e agrádáveis surpresas quanto a eles. É curioso, mas até hoje todos os homens que se achararam demais, comigo (na cama) nunca apresentaram nada de excepcional.
E vou dizer… Mesmo eu, esta mocinha safadinha que vos escreve, andando pela rua sou uma figurinha bem repetida, viu? Não fosse pelos peitos e pela altura eu passaria despercebida em uma boate, por exemplo. Até porque, já passei da fase de ir em boates para caçar, quando vou a uma, o faço pelo prazer de dançar e só. Por isso até prefiro as boates gay.
Portanto, acho que um homem de presença é aquele que sabe chegar e, principalmente, que sabe sacar (e sair) se não agradou.